A cura através dos sons

redacao 23 de junho de 2014 0

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O TRATAMENTO ATRAVÉS DA MÚSICA É CONSIDERADO UM ÓTIMO ESTÍMULO EM CASOS DE RECUPERAÇÃO MÉDICA.

Tentar tratar uma pessoa com o auxílio do som e da música. É exatamente essa a proposta da Musicoterapia, técnica que objetiva desenvolver potenciais e restabelecer funções do indivíduo para que o mesmo possa alcançar uma melhor integração com ele próprio ou com o outro e, consequen­temente, uma melhor qualidade de vida, pela prevenção, reabilitação ou tratamento.

O método é bastante antigo, sendo que apareceu de forma oficial na Segunda Guerra Mundial, quando a música passou a ser utilizada cientificamente e com fins terapêuticos na reabilitação e recuperação dos soldados feridos.

A musicoterapeuta Talita Silva Correa, da Apemesp (Associação de Profissionais e Estudantes de Musicoterapia do Estado de São Paulo), ressalta a proposta do tratamento. “A técnica consiste na utilização da música e/ou seus elementos (som, ritmo, melodia e harmonia), num processo para facilitar e promover a comunicação, relação, aprendizagem, mobilização, expressão, organização e outros objetivos terapêuticos relevantes, no sentido de alcançar neces­sidades físicas, emocionais, mentais, sociais e cognitivas”, conta.

O tratamento, se realizado por um profissional capacitado, pode trazer resul­tados bastante significativos, até mesmo em casos de doenças mais graves, como relata Wanderley Alvez Nunes, musicoterapeuta da Associação Brasileira de Assistência e Desenvolvimento Social. “A música é a última memória que se perde em um processo de demência, tornando assim a técnica fundamental em casos mais graves. É possível através da música que um paciente de Alzheimer em estágio avançado possa cantar músicas ou trechos de canções de sua infância”, conta.

CASOS DE SUCESSO

Vocalista do Paralamas do Sucesso, Herbert Vianna atribuiu à musicoterapia uma grande parcela de sua recuperação depois de sofrer um acidente de ultraleve, em 2001. Na ocasião, parentes relataram que enquanto o cantor estava em coma, eles levaram um Walkman e alguns CDs para que o músico pudesse escutar algumas músicas, algo que sempre foi importante na vida de Herbert. Já no quarto, o cantor mostrava sensíveis sinais de melhora ao dedilhar o violão.

Mais recentemente, outro caso que emocio­nou o País foi o da ginasta Laís Souza. Ela sofreu uma queda e teve uma lesão medular, onde uma das sequelas aconteceu na fala. Ainda em situação delicada de tratamento, Laís deu entrevistas nas quais contou sobre a importância da música em seu tratamento e ainda disse que cantar estava entre as coisas que mais lhe deixavam bem.

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