Adriane Galisteu – A apresentadora, empresária e mãe

redacao 3 de junho de 2015 0

Foto: Danilo Borges

Por Adailce Maganha e Angélica C. Paravela

Ela surgiu no cenário nacional após uma fatalidade, mas logo mostraria que estava fadada a ser uma celebridade, por sua garra, determinação e talento. Adriane Galisteu começou a trabalhar ainda muito jovem, logo após a morte prematura de seu pai, o que a levou aos 15 anos de idade a ter de ajudar no sustento da família. O reconhecimento veio no programa “Superpop”, da RedeTV em 1999. Mas essa ariana de 42 anos não pararia por aí. Escalou o sucesso passando por grandes emissoras como Record, SBT e Band até 2010, quando se afastou pelo nascimento do filho Vittório, fruto do casamento com o empresário Alexandre Iódice. Ao mesmo tempo fez filmes, novelas e peças de teatro, mostrando não só a versatilidade, mas também o desejo de se aprimorar a cada dia. “Encaro os desafios de frente, com garfo e faca. Se não estiver preparada com garfo e faca eu vou comer com a mão, mas eu vou encarar. É o meu jeito de ser”, diz ela, quase se apresentando. Agora iniciando uma nova fase, está no programa “Papo de Cozinha com Dri e Alê”, no Discovery Home & Health, às 21h25 das terças-feiras. Também lançou um blog, www.adrianegalisteu.com.br, para abrir uma nova ponte de comunicação com seu público.

Abaixo, um pouco do nosso bate-papo onde a apresentadora fala das delícias da maternidade, a carreira e da esperança de um Brasil melhor.

Em Dia – Já que estamos próximos do Dia das Mães, diga-nos como é ser mãe? Tem planos de ter mais filhos?
Adriane Galisteu –
Não existem palavras pra explicar. Quando via mulheres falando sobre a maternidade, pensava: nossa, como são exageradas. Hoje vejo que faço parte desse grupo, que ama exageradamente, que faz de tudo pelos filhos. Acho que não é o Vittório que é dependente de mim, eu é que sou dependente dele. Sou aquele tipo de mãe que compartilha as brincadeiras, que faz questão de fazer parte de todos os momentos. Quero sim ter mais filhos. Adoro ser mãe.

ED – Você já fez filmes, novelas, teatro. Qual lhe marcou mais?
AG –
Acredito que o teatro é mais complicado, naquela hora é só você com os outros atores, não tem edição. Se houver alguma coisa inusitada o único jeito é contar com o outro e improvisar.

ED – Como surgiu a ideia do programa “Papo de Cozinha com Dri e Alê”?
AG –
Surgiu do nosso dia a dia. O Alê gosta de cozinhar e eu de bater papo, fazemos isso pelo menos duas vezes por semana, em casa ou na casa de amigos. Então sugeri: por que não tornar isso maior? É a primeira vez que estou de um jeito diferente, não sou a apresentadora com pergunta na ponta da língua, ali é a mulher do Alê, mãe do Vittório, é uma coisa bem “lá em casa”.

Foto: Danilo Borges

ED – E o blog?
AG –
A ideia do blog surgiu justamente para poder abrir um canal novo de comunicação com as pessoas. Sou eu mesma que faço, não delego, com meus erros e acertos o blog é feito por mim, meu olhar, meu jeito de pensar sobre aquele assunto abordado, são coisas ou que eu já fui, ou já experimentei… É um life style mesmo, fala um pouco de moda, de beleza, de dieta, de relacionamento, de filho….

ED- Há algo que você aspira muito e ainda não conseguiu?
AG –
Queria fazer um programa ao vivo que pudesse competir pela liderança. Esse é um sonho profissional. Estou feliz com as novas conquistas, tanto no Youtube quanto no blog. Tenho uma linha de produtos que vai muito bem, uma vida supercorrida de eventos, trabalho, eu gosto muito de tudo que faço. Tenho o maior orgulho dessas conquistas!

ED – E o Brasil de hoje? Como o vê?
AG –
Temos o maior carinho, amor, orgulho do país em que nascemos. Nunca fui uma pessoa muito politizada, mas de um tempo pra cá tenho lido e me envolvido um pouco mais, porque o negócio está feio… Acredito que tem muita gente com boa vontade, mas estão no lugar errado. Infelizmente vivemos talvez um dos piores momentos do nosso país. É vergonhoso o que está acontecendo, e acho que merecemos, há muitos anos, ter uma pessoa no poder realmente apaixonada pelo Brasil.

ED – Por fim, poderia deixar uma mensagem pelo Dia das Mães?
AG –
Acho que o mais importante é gostar da vida. A vida é o maior presente que temos. A falta de educação, acho que é o maior problema do nosso país. Educação que eu falo é a obrigação de ter uma questão cultural, de olhar para o outro, uma coisa que deveria vir de berço, de escola, que o governo deveria fazer. Já que não faz, temos que fazer. Não importa quanto você tem no bolso. Venho de uma família muito pobre, que faltava tudo… mas não faltava respeito, educação e amor. Essas três coisas continuam sendo os pilares da família.

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