Aplicativos – novas ferramentas para o aprendizado de idiomas

redacao 26 de agosto de 2014 0

Foto: Ilustrativa / DivulgaçãoCOM EXERCÍCIOS, JOGOS, TRADUTORES E OUTROS RECURSOS INTERATIVOS, APLICATIVOS DE CURSOS DE IDIOMAS TÊM DEMONSTRADO QUE A TECNOLOGIA TAMBÉM PODE SERVIR À EDUCAÇÃO.

Os aplicativos de cursos de idiomas para celulares e iPads têm sido uma nova ferramenta para quem quer aprender ou aprimorar seus conhecimentos em outras línguas.

Para Raudiner Railton dos Santos, mestrando em Linguística Aplicada pela IEL/Unicamp, a utilização desses aplicativos é favorável, inclusive para complementar o aprendizado adquirido em um curso convencional. “Quanto maior o contato do aluno com a língua fora da escola de idiomas, melhor é o resultado. Acredito que uma aula bem dada, dentro de uma metodologia dinâmica, ajuda muito no aprendizado, mas (ela) não é 100% suficiente, porque o profissional de ensino tem um tempo limite para trabalhar a gama de vocabulários, expressões e usos que se encontram no mundo ‘real’. O aluno necessita ir além; precisa se colocar na função de active learner (aprendiz ativo)”.

David de Oliveira Lemes, Chefe do Departa­mento de Computação da PUC-SP e Professor, na mesma universidade, dos cursos de Tecnologia e Mídias Digitais, Tecnologia em Jogos Digitais e Sistemas de Informação, conta que já teve contato com os aplicativos Duolingo, Voxy, Cerego, Busuu e LinguaLeo, entre outros. “Todos funcionam muito bem em aparelhos Android e IOS”, com exceção do LinguaLeo, que, segundo ele, ainda é um dos poucos para Windows Phone. Para o professor, “o Duolingo e o Voxy são complementares”. Com o primeiro, é possível aprender um idioma “do zero”, afirma. E o Voxy, segundo ele, ensina a partir de situações do dia a dia e de um grande número de notícias, com atividades planejadas.

CADA APLICATIVO, UM OBJETIVO

O cientista da computação Ronaldo do Carmo Fernandes, instrutor de informática, também já utilizou diferentes aplicativos e se identificou com cada um pelos diferentes métodos de aprendizado que eles proporcionam, embora nem todos tenham correspondido às suas expectativas. Confira a seguir a análise feita por ele para cada um deles:

DUOLINGO: “Achei bacana porque gera uma competição entre os usuários”. Isto é, além do aprendizado individual que o aplicativo proporciona pela realização de atividades, há também jogos para dois participantes, nos quais vence quem responder mais rápido às perguntas do tema escolhido;

BUSUU: Possibilita interagir com cidadãos de diversos lugares do mundo. “Falei compessoas no Paraguai e Chile”, lembra, embora a diferença de horário de uma localidade para outra muitas vezes tenha dificultado encontrar alguém on line para conversar;

Fotos: Ilustrativas / Divulgação

PARA BAIXAR OS APLICATIVOS COM SEGURANÇA, “BUSCO INFORMAÇÕES, NA LOJA DO GOOGLE PLAY OU NA INTERNET, PARA SABER A REAÇÃO DE QUEM JÁ OS UTILIZOU ANTES DE MIM”. COMENTA FERNANDES.

LINGUALEO: Atraente por ser baseado em música e também dispor de textos em que as palavras são traduzidas conforme são selecionadas;

BABBEL: “É interessante por enfatizar o vocabulário do dia a dia”;

CURSO COMPLETO INGLÊS WLINGUA: Segundo a descrição do aplicativo, tem 600 lições. “Fiz algumas, mas desisti de ir adiante porque as achei repetitivas”, comenta;

APRENDA INGLÊS (“LEARN ENGLISH”): “É um curso básico, mas gostei dele por ser mais visual, é mais fácil de aprender”.

Santos, com atenção no aprendizado do inglês, cita ainda outros aplicativos. Segundo ele, o “The Free Dictionary mostra todas as possibilidades de sinônimos, os usos e a aplicação em frases, além de ramificar o que é popularmente chamado de inglês americano e britânico. O Urban Dictionary, por sua vez, é para aqueles que têm muito contato com gírias e com aquele vocabulário mais underground”. Já o Iphrasal, o Interactive English e o Idioms in English “focam na memorização de expressões por meio de jogos”, explica. “Acredito que estes e outros aplicativos se tornam interessantes uma vez que, através da interatividade, eles permitem que o processo de memorização seja mais automático, já que o contato (com o vocabulário) se torna mais frequente”.

Para baixar os aplicativos com segurança, Fernandes conta que recorre aos comentários de outros usuários. “Busco informações, na loja do Google Play ou na internet, para saber a reação de quem já os utilizou antes de mim”.

“Um aplicativo é seguro quando a base de usuários é grande, os comentários são positivos e a grande mídia já o comentou e o analisou”, ratifica Lemes.

——————————————————————————————————————————–

Serviço:

David de Oliveira Lemes
Chefe do Departamento de Computação da PUC-SP e professor, na mesma universidade, dos cursos de Tecnologia e Mídias Digitais, Tecnologia em Jogos Digitais e Sistemas de Informação
www.dolemes.org / contato@dolemes.com

Raudiner Railton dos Santos
Mestrando em Linguística Aplicada pela IEL/Unicamp
americana-sp@wiseup.com.br

Ronaldo do Carmo Fernandes
Cientista da e instrutor de informática
http://ronaldinho75.blogspot.com.br / ronaldinho75@gmail.com

Deixe uma resposta »