Através do método tradicional, um ensino com base

redacao 14 de março de 2018 0

O pernambucano Paulo Freire foi o mais célebre dos nossos educadores. Autor do livro “Pedagogia do Oprimido”, propôs uma prática em sala de aula que desenvolvesse a criatividade do aluno, e não apenas o transformasse em um ser capaz de repetir o que outras gerações fizeram.

Existem muitas teorias de como deve ser a educação para gerar seres pensantes criadores, inventores e descobridores, e por isso existem também inúmeros métodos de ensino, cada um buscando esse mesmo objetivo só que por meio de caminhos diferenciados.

O método chamado tradicional, mais utilizado no Brasil, foi difundido pelas escolas públicas francesas a partir do Iluminismo (século 18), quando pretendiam universalizar o acesso ao conhecimento para formar cidadãos. Como se baseia numa tradição conteudista, já foi muito criticado nos anos 60 e 70, porém hoje volta a fazer sucesso em várias partes do mundo, onde se crê que não há como formar um aluno crítico e questionador sem uma base sólida de informações.

“O ensino tradicional surgiu na Europa do século XVIII como um modelo em que os alunos são ensinados e avaliados de forma padronizada. Ele se inspira na ideia de que a mente das crianças é uma tabula rasa, um espaço em branco sobre o qual os di­versos conteúdos devem ser inscritos, seguindo um método rigoroso de exposi­ção e avaliação. Mais do que qualquer outra aptidão, valoriza o acúmulo de conheci­mento: quanto mais fatos e fórmulas o alu­no aprende, mais bem avaliado ele é. As escolas tradicionais também costumam ser mais rígidas em regras de comportamento, como respeito ao horário e frequência às aulas. Apesar de ter incorporado conceitos pedagógicos mais modernos, como o uso das tecnologias em algumas disciplinas, a essência do modelo tradicional de ensino permanece nos dias de hoje e sua disciplina também”, explica a coordenadora do curso de Pedagogia da Universidade Anhembi Morumbi, Ana Maria Damiani.

Segundo ela, nas escolas tradicionais, o foco está no professor, que detém conhecimentos e repassa ao aluno. O estudante tem metas a cumprir dentro de determinados prazos, que são verificadas por meio de avaliações periódicas.

Quem não atinge a nota mínima necessária no conjunto de avaliações ao longo do ano que está cursando é reprovado e tem de refazê-lo.

Como essa dinâmica professor/aluno em alguns momentos pode gerar tensão entre as partes, a professora lembra que “no processo de ensino-aprendizagem existem pelo menos dois sujeitos: o aluno e o professor. Há uma relação entre eles, caso contrário não existe aprendizagem. Existindo essa parceria não tem ensino mais ou menos difícil, o professor deve ter o planejamento de suas aulas a fim de conseguir transmitir seus conhecimentos aos alunos, portanto, sugerir leituras, filmes e outros meios que facilitem o aprendizado. Porém, por outro lado, o aluno deve se interessar em ler e verificar as sugestões propostas pelo professor, interagir nas aulas, levantando questões, opinando sobre os textos e demais materiais sugeridos pelo professor, para que aprenda de fato e não somente decore para o momento o conteúdo programático. Os alunos devem sentir prazer ao aprender e serem estimulados para a busca de novos conhecimentos”.

Por fim, a professora de Pedagogia da Universidade Presbiteriana Mackenzie, Adriana Camejo da Silva Aroma, esclarece que “aprender não é fácil. Requer dedicação, envolvimento, compromisso por parte de quem aprende, e isso pode acontecer, ou não, entre alunos de escola que se  declare tradicional, ou não”.

Serviço:
Universidade Anhembi Morumbi
www.anhembi.br
Universidade Presbiteriana Mackenzie
www.mackenzie.br

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