Brasil, bom demais para desistir

redacao 26 de agosto de 2014 0

A derrota do Brasil na Copa é um assunto que por mais que se queira deixar de falar, volta à memória.

Durante o intervalo do jogo, em meio a um sentimento estranho e tantos pensamentos, senti pena daqueles jogadores que tinham mais quarenta e cinco minutos intermináveis para enfrentarem.

Cheguei a pensar que algum poderia desistir, mas no retorno do vestiário, as câmeras mostravam no semblante de cada um o esforço cruel que faziam para voltar, mas estavam ali, era impensável desistir.

Atordoados e desorganizados, mesmo assim, procuravam lutar e cumprir aquela tarefa necessária até o fim. Acho que esta derrota absurda e muito dolorida deve servir como lição.

A vitória da Alemanha expõe o resultado do trabalho feito com esforço, pesquisa, planejamento, organização, sem arrogância, com humildade, representando um país desenvolvido, que dentre tantas outras qualidades tem como valores a educação e a honestidade.

A derrota do Brasil mostra o estágio em que nos encontramos, onde achamos que tudo está errado, mas nada podemos fazer, além de só criticar e compartilhar.

Perdemos porque estamos nos acostumando a assistir e nada fazer contra os roubos, falcatruas, malandragens e ao “jeitinho brasileiro”, que no final “dá tudo certo”.

Esta derrota, por doer tanto, pode despertar e inquietar as pessoas fazendo com que elas comecem a reconhecer o valor e a importância de se fazer certo, a partir das pequenas coisas.

Quando vi os jogadores voltando, me lembrei de tantas pessoas desistindo do Brasil, procurando outro país, deixando para trás suas raízes. Quantas pessoas queridas estão indo embora…

É claro que cada um sabe suas prioridades e muitos não encontram razão em continuar aqui, mas continuo a ver muitos motivos para não desistir deste país.

Temos um povo que sabe fazer a sua parte, que apesar de governos corruptos e toda essa malandragem e desorganização, consegue com sua hospitalidade e simpatia, surpreender os turistas e o mundo, realizando uma das melhores Copas da história.

Pensamos pequeno, quando falamos que o País não precisa de esporte, mas de saúde e educação.

Por que a Alemanha pode ter a melhor educação, saúde, tecnologia e ser também uma potência no esporte?

Por que também não podemos ter ou almejar o melhor de tudo?

Somos um povo privilegiado e temos todas as condições para estarmos no melhor nível, junto às grandes potências.

É a hora de acreditar, se informar, educar, trabalhar e mudar tudo que está errado, velho e corrupto.

Precisamos começar pelo nosso convívio e não aceitar mais os “pequenos delitos” e as facilidades erradas que nos beneficiam.

Precisamos resgatar o correto e não esquecer que o errado, mesmo sendo praticado por muitos, continua sendo errado e o certo, mesmo estando em desuso, continua sendo certo.

Vamos escolher o certo. Vamos torcer para que o brasileiro não desista do Brasil. Nosso país vale a pena e para ele melhorar só depende de nós!

 

Fiquem com Deus e até a próxima!

 

Paulo César Cardoso
paulopat@pacprommos.com.br

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REFLEXÃO

Dentre as duas grandes estradas jornalísticas que, hoje, na maioria das vezes são trilhadas por tantos veículos de comunicação, estão presentes o relato de futilidades ou violência. Com isso, é com grande satisfação que abro a revista Em Dia pelas últimas páginas (se bem que sempre as folheio ao contrário) para com grande prazer, saborear o conteúdo da seção “Reflexão”, escrita por Alex Cardoso de Melo. Apesar de ser muito importante informar tendências modernas e assuntos cotidianos, acredito que seja fundamental trazer à memória tesouros preciosos guardados na história, pessoas que são patrimônios morais e espirituais da humanidade, que o autor da página nos traz toda edição com tamanho critério. O mundo hoje, principalmente o Brasil mais jovem, carece de exemplos. Saber quem faz o bem, porque estamos tão fartos de saber quem faz o mal. E o bem, quem faz e não quem fez, pois o bem é perene. A luz dessas pessoas é auspiciosa direção que nos auxilia no caminho para um futuro melhor, então sempre devem ser lembradas. Minhas sinceras congratulações à revista.

Rai Cabrera Perez – por e-mail

Prezado Rai, gostaria de lhe agradecer pela gentileza e generosidade de suas palavras. Saiba que retornos como o seu são o melhor pagamento que posso receber e também um grande privilégio. O que sempre digo a todas as pessoas que são tocadas pelos exemplos de vida dos “grandes sonhadores” e que querem iniciar um trabalho voluntário é que deem o primeiro passo. Ele é o mais importante e também o mais difícil. Desde o meu ‘primeiro passo’ em 1987, já são 27 anos de trabalhos voluntários.

Eu mudei minha vida para que tudo isso pudesse acontecer e hoje sou imensamente feliz. Não vou dizer que não tenho problemas, todos nós temos, mas tenho a consciência de que minha vida é muito útil. Todo dia, ao acordar, eu sei que de alguma forma fiz o bem para alguém que nem conheço. Hoje, esta pessoa foi você. Não há riqueza no mundo que pague isso, não é demagogia. Vejo minha ONG como um farol que tenta jogar um facho de luz na vida das pessoas. E tudo isso aconteceu graças àquela senhorinha sentada no caixote na rua Direita e também ao primeiro passo que dei nessa direção… O restante da caminhada, depende apenas de cada um de nós.

Entre no site da revista Em Dia e confira uma matéria publicada no jornal Folha de São Paulo para entender um pouco mais sobre a minha história com a “senhorinha sentada no caixote na rua Direita”.

Um forte abraço,

Alex Cardoso de Melo

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EDITORIAL

Olá Paulo, a frase em seu editorial na revista Em Dia, “… Quero vibrar pelo Brasil, não quero ir embora, quero ajudar a melhorar nosso País! Garra e força, vai Brasil!”, fecha a matéria com chave de ouro. É assim que temos que lutar pelo nosso país. Isso está estampado no semblante dos brasileiros e cada vez mais mostramos isso nos estádios, cantando o Hino Nacional e encantando o mundo. Sou morador do Tatuapé, na rua Serra de Japi, e acompanhei do meu terraço uma verdadeira guerra de baderneiros encapuzados de preto colocando pavor e pânico nos moradores até a tropa de choque chegar e colocar todo mundo pra correr com bombas e balas de borracha. Parabéns pela matéria! Temos que lutar e acreditar, mas sem violência. Torcer pelo nosso país está no sangue de cada um. Abraços

Fernando F. Parreira – por e-mail

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