Brinquedo barulhento traz riscos à audição

redacao 14 de março de 2018 0

Foto: Nando Carvalho

A EXPOSIÇÃO A NÍVEIS ELEVADOS DE RUÍDOS PODE CAUSAR PREJUÍZOS IRREVERSÍVEIS À AUDIÇÃO DAS CRIANÇAS. PORTANTO, É NECESSÁRIO QUE OS PAIS FIQUEM ATENTOS.

Atualmente, as lojas de brinquedos possuem uma infinidade de carrinhos, bonecas, personagens de desenhos, jogos e uma variedade de artigos que enchem os olhos da garotada. Porém, a escolha do que comprar não deve levar em conta somente o desejo do filho e sim ter como prioridade as condições de segurança da criança.

De acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde), um barulho de 70 decibéis já é desagradável para o ouvido humano. Acima de 85 dB (decibéis) começa a danificar o mecanismo da audição. O manejo contínuo de um brinquedo com esse volume pode prejudicar para sempre a audição das crianças. Os menores, de até três anos, são os mais afetados. E se eles têm a audição comprometida, isso pode atrasar todo o seu desenvolvimento como na área da fala e no desempenho escolar.

Brinquedos sonoros ilegais, como os comprados em camelôs, por exemplo, podem emitir um barulho acima do permitido pela lei, que é de 85 decibéis. Um carrinho de polícia “pirata” chega a registrar até 120 dB de ruído. Para se ter a dimensão do que isso representa, o barulho de uma motosserra pode chegar a 100 dB e o de uma britadeira, a 110 dB.

“Dentro de casa os ruídos estão na televisão em alto volume, no liquidificador e até nos brinquedos. Tudo isso pode causar prejuízos à audição das crianças e os pais devem proteger seus filhos de danos auditivos causados por excesso de barulho”, alerta a fonoaudióloga Marcella Vidal. Ela ainda lembra que as crianças também estão expostas a altos níveis de barulho ao brincar com videogames, frequentar sala de jogos de computadores, ouvir música em celulares, MP3 e aparelhagens de som. “Em ambientes barulhentos é aconselhável usar protetor auricular nos pequenos”, orienta a fonoaudi­óloga, especialista em audiologia.

Por isso, é muito importante observar se o brinquedo possui o selo do Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial) e da Abrinq (Associação Brasileira dos Fabricantes de Brinquedos), que garantem que os produtos não trazem risco à segurança e saúde da criança, pois passaram por diversos testes antes de chegar ao comércio.

 

  • Alguns brinquedos para bater, dar pancadas e os ‘tagarelos’, que falam alto demais, são calculados com o nível de som de até 110 dB.
  •  Brinquedos musicais, como guitarra elétrica, tambor, buzina e trombeta podem emitir sons de até 120 dB.
  •  Brinquedos como telefones infantis podem chegar a ruídos entre 123 e 129 dB.
  •  Brinquedos feitos para ampliar o som da voz chegam a emitir até 135 dB (som comparado ao da decolagem de um avião).
  •  Brinquedos como arma de fogo, que emitem sons de 150 dB, podem causar de imediato dor no ouvido.

 

Serviço:
Inmetro – www.inmetro.gov.br
Telex – www.telexbr.com.br

Deixe uma resposta »