Ciclofaixas, um incentivo ao transporte alternativo

redacao 24 de outubro de 2012 0

O aumento do trânsito nas grandes vias que interligam os bairros e a falta de locais para atividades físicas e lazer impulsionaram a prefeitura de São Paulo a incentivar o uso das bicicletas como meio de transporte. Uma das formas encontradas foi o investimento em ciclofaixas de lazer, que funcionam das 7h às 16h, aos domingos e feriados e somam até omomento 72 km de extensão.

As ciclofaixas, próprias para a locomoção das pessoas que utilizam bicicletas como meio de transporte ou lazer, são semelhantes aos corredores destinados à circulação dos ônibus nas grandes avenidas da Cidade. Essa faixa tem mão única, normalmente no mesmo sentido da via destinada aos veículos comuns.

A primeira faixa para bicicletas na Capital foi inaugurada no mês de agosto de 2009, e fica entre os Parques do Ibirapuera e das Bicicletas, na zona sul. Em março de 2012 foi instalada na zona leste uma ciclofaixa com 14km de extensão ao longo da Avenida Governador Carvalho Pinto, onde fica o Parque Linear EngºWerner Zulauf-Tiquatira, passando pelas avenidas Dom Hélder Câmara e Calim Eid. Já no início de setembro a Avenida Paulista ganhou sua Ciclofaixa de Lazer que liga a Rua da Consolação à Praça Osvaldo Cruz.

NECESSIDADE DE MAIS ÁREAS PARA CICLISTAS

Existe apenas uma ciclofaixa definitiva que funciona todos os dias, 24 horas, localizada no bairro de Moema. Ela conta com o total de 3,3 km, mas é a única em toda a extensão da Capital. A jornalista Aline Mendonça diz que descobriu a possibilidade de usar a bicicleta como transporte em 2009 e desde então, pedala em praticamente todos os seus trajetos. “Uma vez ao mês eu passo na
ciclofaixa zona oeste/sul com o intuito de passear e fazer uns trajetos mais longos, pois o uso urbano da bicicleta é muito eficiente em trajetos curtos e médios de até uns 7 km”, conta. Já o designer Alexandre Freitas afirma que vai ao trabalho em média duas vezes por semana de bicicleta.

“Moro no Paraíso e vou até o Parque Burle Max, perto da estação João Dias, são 18 km para ir e a mesma distância para voltar”.

A utilização da bicicleta para ir ao trabalho, passear ou praticar exercícios, é uma opção saudável, importante para desafogar o trânsito, e principalmente uma escolha sustentável, pois não emite o dióxido de carbono, como os veículos motorizados fazem. Além dessas qualidades, é uma forma de transporte econômico, por não ser necessário o gasto com combustível e muito menos com passagens ou estacionamentos. Segundo dados da Organização das Nações Unidas (ONU), a bicicleta é o transporte mais sustentável do planeta e vinte bicicletas em um estacionamento ocupam o mesmo espaço que um carro.

Um bom exemplo de preocupação com o meio ambiente e a segurança dos ciclistas é a cidade de Londres. Segundo a National Transport Survey (Pesquisa Nacional de Transporte), o uso das bicicletas nos últimos 10 anos cresceu 110%, por esse motivo o município criou leis especiais, que protegem o ciclista, e programas que estimulam o uso seguro das bicicletas como meio de locomoção.

No Brasil ainda há muito trabalho a ser feito para que a bicicleta seja considerada pela maior parte da população como um meio de transporte realmente seguro. Isso inclui novas regras na legislação de trânsito, conscientização dos motoristas de veículos para respeitarem o ciclista e investimentos em infraestrutura nas avenidas e ruas.

AS REGRAS

Atualmente existem normas que regulamentam o uso das ciclofaixas. Segundo informações oficiais da prefeitura, é proibido o trânsito de pedestres, skatistas e patinadores.
Além disso, a velocidade usada na atividade desportiva do ciclismo não é compatível com a utilizada nas ciclofaixas não sendo este, portanto, o local adequado para treinos.

Para os veículos que circulam ao lado da faixa destinada às bicicletas a velocidade máxima permitida é de 40 km por hora aos domingos e feriados.

Serviço:
www.prefeitura.sp.gov.br/

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