“Ciência sem fronteiras” pensando no futuro do país

redacao 14 de janeiro de 2014 0

Foto: Divulgação

GOVERNO FEDERAL INCENTIVA MILHARES DE JOVENS BRASILEIROS A ESTUDAREM NO EXTERIOR POR MELHOR QUALIFICAÇÃO DE MÃO DE OBRA ESPECIALIZADA
NO PAÍS.

Já pensou em poder realizar um intercâmbio para os mais diferentes países do mundo, com o objetivo de aprender e agregar ainda mais à formação superior, que já foi iniciada no Brasil e melhor, com tudo pago? Pois é, essa é a proposta do programa “Ciência sem Fronteiras”, uma iniciativa do Governo Federal em parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).

O projeto teve o decreto instituído em 2011 com o objetivo de promover a consolidação, expansão e internacionalização da ciência e tecnologia, da inovação e da competi­tivi­dade brasileira por meio do intercâmbio e da mobilidade internacional.

Além disso, o Governo Federal entendeu que em cursos específicos de graduação, como as engenharias, áreas tecnológicas, ciências exatas e biológicas, havia uma carência na mão de obra brasileira e por isso decidiu dar um incentivo a alunos destes cursos para que o País obtenha êxito num futuro não muito distante.

“O programa prevê até 2015 a utilização de 101 mil bolsas para promover o inter­câmbio, que tem duração de até 18 meses, a fim de que os alunos de graduação e pós-graduação façam estágio no exterior com a finalidade de manter contato com sistemas educacionais competitivos em relação à tecnologia e inovação”, explica a Coor­denação de Comunicação Social da Capes.

Desde o início do projeto foi firmado um acordo com aproximadamente 23 países, como Estados Unidos, Canadá, Itália, Espanha, Reino Unido, França, Austrália, Japão, Coreia do Sul, China, entre outros.

O OBJETIVO É QUE OS ALUNOS TENHAM CONTATO COM MÉTODOS EDUCACIONAIS COMPETITIVOS EM RELAÇÃO À TECNOLOGIA E INOVAÇÃO.

COMO FUNCIONA O PROGRAMA

De acordo com a Capes, para ingressar no “Ciência sem Fronteiras” os interessados devem respeitar uma série de requisitos. “O aluno precisa ser brasileiro e ter cumprido de 20% a 90% do currículo do curso até a data prevista da viagem, além de verificar se há vagas na instituição de ensino para aquele curso. Ele também necessita ser caracte­rizado pelo coordenador do seu curso de graduação como um aluno de excelente rendimento e ter no exame do Enem nota igual ou superior a 600, entre os anos de 2009 para cá”, afirma a Coordenação de Comunicação Social da Capes.

Outra exigência fica por conta de um exame de proficiência da língua falada no país de destino do estudante. Porém, no caso de esse aluno não atingir a nota mínima exigida pela faculdade do exterior, o programa oferece alternativas, como é o caso do “Inglês sem Fronteiras”, um curso total­mente gratuito com a intenção de ajudar o estudante a conquistar a bolsa.

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UMA SÉRIE DE ATRATIVOS

Os alunos que ingressam no projeto praticamente não arcam com custos durante a realização do intercâmbio. Antes de viajar, os brasileiros precisam providenciar o passaporte e o visto para o país de destino. Depois disso, já em terras estrangeiras, o programa se responsabiliza pelos gastos. É o que conta Marina Fuso, estudante de Farmácia da Universidade Cruzeiro do Sul, que desde agosto deste ano está estudando na Universidade de Illinois, em Chicago, nos Estados Unidos. “Os custos que ficam a cargo do estudante são basicamente pagos no Brasil. Todas as outras despesas refe­rentes a mensalidade, moradia, alimen­tação, seguro-saúde, entre outras são pagas pelo programa”, comenta a estudante.

Outro ponto que pode ser um atrativo é o método utilizado nas universidades estran­geiras. Aqui no País a grade das matérias é fixa e obrigatória, além de as aulas acontecerem todos os dias da semana. Em solo americano, as instituições de ensino apostam em menor número de aulas, mas pedem uma prática maior fora das faculdades. “A carga horária das universidades estrangeiras é bem diferente em comparação ao Brasil. Aqui em Chicago, por exemplo, tenho a liberdade de selecionar minhas aulas de acordo com a minha preferência, determinando o foco que gostaria para o meu curso. Além disso, as aulas não acontecem todos os dias da semana e têm horários alternativos, com períodos que variam bastante. E apesar de terem menor duração, exigem uma grande dedicação com uma série de trabalhos extraclasse”, conta Marina.

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OUTRO IDIOMA DENTRO DAS SALAS DE AULA TORNAM AS PRÁTICAS MAIS EXIGENTES, ALÉM DE FACILITAREM O APRIMORAMENTO DA CAPACIDADE DE RACIOCÍNIO.

Mesmo há pouco tempo estudando em Chicago, a estudante de farmácia já pôde perceber algumas reações do povo americano e destacou a iniciativa do governo brasileiro. “Quero ressaltar que o programa tem sido visto com ótimos olhos por professores, alunos e cidadãos americanos em geral. Já ouvi vários elogios quanto à iniciativa do Governo Federal em financiar os melhores, permitindo que eles tenham a chance de aprender com novas atividades para retornarem ao Brasil muito mais preparados”, destaca. Prova disso são os vários brasileiros participantes do “Ciência sem Fronteiras” que já foram premiados em competições ou tiveram destaque nos países parceiros do projeto. Competições da NASA na Itália, estágios em empresa premiada do Canadá e prêmio por pesquisas na área de Odontologia no Reino Unido são alguns registros de que o Brasil já fez bonito com o programa.

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Foto: DivulgaçãoA ideia é que o estudante possa aproveitar ao máximo esse período fora do país, afinal são experiências e oportunidades que podem render frutos para toda a vida. “Meu objetivo é aprimorar meus conhecimentos tecnológicos e científicos a partir da estrutura que as universidades americanas me oferecem, além de enriquecer meu currículo profissional e aproveitar muito esse contato com outra cultura, o que com certeza fará com que tudo isso seja inesquecível”, finaliza Marina.

Essa parece mesmo ser uma iniciativa digna de grandes elogios. Talvez esteja aí uma grande chance de futuro, não só para o País, que aguarda pelo retorno de brasileiros mais capacitados, mas para os dedicados estudantes, que além de todo o aperfeiçoamento acadêmico e profissional poderão trazer para casa uma grande experiência de vida.

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Ciência sem Fronteiras
www.cienciasemfronteiras.gov.br

Capes
www.capes.gov.br

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