Comida japonesa – É mesmo saudável?

redacao 23 de março de 2018 0

Foto: Divulgação

Talvez pelo fato de o Japão ser um país com baixo índice de obesidade (quando comparado aos demais) ou também por ser uma culinária que usa e abusa de legumes e diversos ingredientes naturais, popularizou-se a ideia de que a comida japonesa só faz bem à saúde. Não tem contraindicações. Mas uma observação um pouco mais apurada logo desfaz esse mito.

“A dieta tradicional japonesa é caracterizada por ter baixo teor de gorduras, de proteínas e de açúcares simples e ser rica em fibras. Estas características nutricionais da comida japonesa são devido ao consumo frequente de arroz cozido em água e sem temperos, verduras e legumes cozidos, peixe cozido ou grelhado. Porém, é necessário tomar cuidado com o consumo exagerado de molho de soja, shoyu, que é rico em sódio. Muitos brasileiros acabam utilizando muito o molho de soja em sushis e sashimis e até mesmo em preparações cozidas em quantidades exageradas, o que aumenta a ingestão de sódio, podendo aumentar o risco de hipertensão”, revela a professora Juliana Morimoto, do bacharelado de Nutri­ção da Universidade Presbiteriana Mackenzie.

Por isso, é importante ficar atento a alguns detalhes quando se vai ingerir comida japonesa. Por exemplo, coma mais algas e peixes, pois as algas são ricas em fibras e o peixe contém proteína, é uma grande fonte de minerais e de ômega-3, que previne o envelhecimento precoce e estimula a saúde cerebral, além de ser pouco calórico.

Foto: Divulgação

Já o shimeji pode ser consumido à vontade, pois além de ter muita vitamina B12 e ser rico em fibras, ainda tem poucas calorias (só 55 por porção de 100g). Entra nesta leva de ‘liberado’ também o broto de feijão, que é rico em vitamina A e tem o composto fenólico, que possui propriedades rejuve­nes­cedoras, além de conter antioxidantes, que retardam o processo de envelhecimento. Por fim, ingira à vontade os chás branco e verde, muito apreciados na gastronomia oriental, pois eles possuem propriedades antioxidantes, diuréticas e ajudam a emagrecer.

Outra dica é ficar atento para a quantidade do que vai ingerir. Marselle Bevilacqua Amadio, professora de Nutrição do Centro Universitário Senac – Santo Amaro, alerta que “os japoneses se preocupam com o sabor em detrimento da quantidade. No Brasil, para se adequar ao nosso paladar, a comida japonesa passou por adaptações, que incluem o rodízio, onde as pessoas acabam consumindo quantidades exage­radas de alimentos, fazendo com que os alimentos japoneses se tornem muito calóricos”.

Foto: Divulgação

O QUE EVITAR
Assim como na culinária japonesa existem os alimentos que estão liberados, há aqueles dos quais se deve fugir, pois farão mais mal do que bem à saúde. Por essa razão, quem está de dieta deve evitar o salmão, por ser muito calórico (cerca de 200 calorias a cada 150 g). Se o problema não for o peso, a pessoa pode se jogar, afinal, o nobre peixe é rico em ômega-3, que auxilia no controle do colesterol e dos níveis de gordura, protegendo o sistema cardiovascular e reduzindo os riscos de doenças cardíacas; e em ácidos graxos, que possuem proprie­dades anti-inflamatórias. Na mesma categoria de distância às calorias encontram-se as frituras como tempurá, hot roll, rolinho primavera e guioza frito, pois essa forma de cozimento pode triplicar o valor calórico.

Por fim convém evitar também sushi e temaki, já que são preparados com grandes quantidades de arroz, que na culinária japonesa leva açúcar! E fuja também das opções com cream cheese e maionese: contêm alto teor de gordura.

Juliana Morimoto destaca que “qualquer alimento consumido em excesso não será benéfico à saúde”. E Marselle finaliza fazendo um alerta: “Para uma boa e saudável apreciação da culinária japonesa, alguns cuidados devem ser tomados, como checar a procedência do restaurante, a higiene da cozinha e dos funcionários e o frescor do peixe utilizado. Indivíduos com a imunidade baixa e gestantes devem evitar o consumo do peixe cru”.

Serviço:
Fonte – shape.uol.com.br/dicas-de-dietas/comida-japonesa-vila-ou-mocinha

Universidade Presbiteriana Mackenzie
www.mackenzie.br

SENAC
www.sp.senac.br

Deixe uma resposta »