Corpo & Emoção – “As Dificuldades Alimentares Infantis”

redacao 26 de novembro de 2017 0
Corpo & Emoção – “As Dificuldades Alimentares Infantis”

As dificuldades alimentares infantis têm sido uma crescente. Há famílias em que o momento da refeição vem acompanhado de muitos conflitos, como culpa, frustração e preocupação com a saúde.
A alimentação se inicia com o aleitamento materno. Através dele, o bebê vai conhecer diversos sabores, pois o mesmo varia de acordo com a alimentação materna, diferente da fórmula artificial.
É através da amamentação que irá também desenvolver a musculatura e funções orais.
A partir do sexto mês de vida, a criança estará apta a experimentar o pastoso, lateralizar a língua e mastigar. Posteriormente a consistência dos alimentos deverá mudar gradativamente.
Enquanto isso o seu desenvolvimento motor também estará em constante evolução. Irá rolar, rastejar, sentar, engatinhar e andar.
Com um ano sua alimentação será similar à dos adultos. Não por acaso, simultaneamente, ela começa a andar e a falar. É a natureza agindo harmoniosamente para o pleno desenvolvimento.
A crescente dificuldade alimentar, muitas vezes acompanhada de distúrbios de fala e linguagem, nos convida a pensar no desenvolvimento motor e no brincar.
Será que nossas crianças estão sendo devidamente estimuladas para o desenvolvimento? Elas estão muitas vezes deixando de exercitar seus corpos e de terem experiências sensoriais. As brincadeiras estão sendo substituídas por jogos eletrônicos, onde são meras espectadoras, não apresentando gestos criativos.
Muitas crianças ficam distraídas com aparelhos eletrônicos durante as refeições, deixando de interagir, explorar, tocar, cheirar e visualizar os alimentos, não desenvolvendo os sentidos.
Quando pensamos no porquê de uma recusa e/ou seletividade alimentar, devemos desviar a atenção da boca e olhar o todo.
Anteriormente a uma boa alimentação é necessário o desenvolvimento global.
A alimentação está diretamente ligada ao prazer, interação, descobertas e criatividade, exatamente como o brincar.
O ambiente deve ser favorável para a interação com o outro, descobertas e experiências.
Diversidade nas formas, texturas, sabores, cores e cheiros devem estar sempre presentes. A criança deve acompanhar o preparo dos alimentos sempre que possível. Participar da criação e transformação estimula os seus sentidos e aguça a sua curiosidade. Desta forma o desejo de descobrir, saborear e se alimentar estarão presentes nas suas refeições.

Cibele Cammarota Capelo – Fonoaudióloga, terapeuta em Reorganização Neurofuncional e consultora em aleitamento materno.

Sueli Aparecida Lelis – Psicóloga Clínica especialista em psicoterapias corporais, Senior International Trainner of Biosynthesis com mais de 25 anos de experiência em análise corporal, massagem terapêutica, gestação e primeira infância. Professora e supervisora do Instituto Brasileiro de Biossíntese (SP).
Coordenadora e idealizadora do SAL – Cuidados Integrados do Ser Humano

SAL – Cuidados Integrados do Ser Humano
Psicologia, Psicoterapia Corporal, Fonoaudiologia e Fisioterapia
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