Cursos de Gastronomia para uma demanda crescente

redacao 23 de novembro de 2016 0

O boom da Gastronomia nos últimos anos, não só no Brasil mas no mundo todo, tem impulsionado as grandes universidades a criarem novos cursos no segmento, para atender à demanda crescente não apenas para graduação mas também para uma constante extensão universitária.

Para o Chef Deumas Lourenço de Oliveira, docente do curso de Gastronomia do Senac, “se você pegar a França como exemplo, o Brasil ainda nem havia sido descoberto e este país já tinha grandes cozinhas e grandes cozinheiros. Não entendo como ruim esta demora. Estamos no nosso tempo. Estamos no auge e vivendo o melhor momento”. Para ele, “depois que as classes menos favorecidas financeiramente começaram a ter acesso a uma alimentação e a uma informação melhor, o movimento começou a aumentar em todos os restaurantes e isso proporcionou um boom na profissão”.

Já para a coordenadora do curso de Gastronomia da Universidade Anhembi Morumbi, Heloísa Rodrigues, o boom se deu a partir da “valorização da gastronomia brasileira, do papel dos chefs brasileiros que levaram nossa gastronomia para fora do País e da mídia de maneira geral”.

Independente da razão, os cursos de graduação na área tiveram de se adaptar à demanda crescente.

“Um curso de Gastronomia deve ter três focos bem definidos: gestão, segurança alimentar (higiene, legislação e nutrição) e técnicas de cozinha básicas e avançadas. As disciplinas devem ser desenvolvidas de tal forma que englobem todo esse conteúdo”, explica a docente Heloísa, que enfatiza também: “Por se tratar de uma arte e habilidade desenvolvida através da prática e repetição de técnicas, o ideal é que o curso tenha pelo menos de 40 a 50% do seu conteúdo distribuído em aulas práticas”. Já o Chef Deumas acredita que para o curso ser bom realmente precisa de 70% de aulas práticas.

“As pessoas que procuram esse curso devem ter, antes de qualquer coisa, o principal ingrediente: paixão. Também devem ser determinadas, organizadas, proativas e criativas”, prossegue ela. Ele arremata: “A vida é muito curta para ser pequena. É importante que o profissional, seja ele de que área for, esteja em busca de seus sonhos quando partir para a escolha de uma profissão. Trabalhar com quem está se realizando profissionalmente é bem mais tranquilo”.

E o Chef Deumas finaliza: “Escolas e faculdades de gastronomia são muito importantes para o desenvolvimento da profissão de forma geral, mas não formam chefs. Um chef de cozinha precisa de pelo menos 15 anos de trabalho em todos os setores (praças) da cozinha para poder começar a almejar o posto. Lembrando sempre que um bom chef é aquele que sabe consertar problemas que vão surgindo pela cozinha e tem bom relacionamento com seus comandados. Com o tempo quase que se faz desnecessária sua presença, tamanha sua destreza ao comandar”.

Serviço:
www.anhembi.br
www.sp.senac.br

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