Dança: relação com o corpo, com o outro e com o mundo

redacao 23 de março de 2018 0

Foto: Divulgação

POR TRAZER BENEFÍCIOS FÍSICOS, PSICOMOTORES, COGNITIVOS E EMOCIONAIS, A DANÇA TAMBÉM É ELEMENTO PARA O DESENVOLVIMENTO DAS CRIANÇAS.

A dança, “com certeza, é um excelente elemento para o desenvolvimento da criança”, afirma Valéria Cano Bravi, coordenadora da Faculdade de Dança da Universidade Anhembi Morumbi. “Ela promove não apenas o desenvolvimento motor, mas o processo de formação cognitivo.

A criança dilata a percepção do seu entorno e da sua realidade, porque, por meio da dança, ela estabelece a relação tempo e espaço, trabalha o movimento e as relações com o outro, com o espaço e a sua ocupação e com o mundo”, enfatiza a professora.

A contribuição para o desenvolvimento é tão evidente que a dança é inserida nas escolas desde o ensino infantil. “Isso porque, com ela, pode-se levar os alunos a conhecerem a si próprios e/com os outros; a explorarem o mundo da emoção e da imaginação; a criarem; a explorarem novos sentidos e movimentos livres. Desta forma, apresenta infinitas pos­sibilidades de trabalho do aluno com sua corporeidade por meio dessa atividade”, afirma a psicóloga Adriana Falcão Duarte, especializada em psicopedagogia, psicomotricidade e neuropsi­cologia. “A criança que dança trabalha a musculatura, fortalecendo-a; estimula a co­ordenação motora, a flexibilidade, a postura, tem maior consciência corporal, noções de espaço, além de melhorar sua integração social, musicalidade, ritmo e criatividade”, enfatiza.

Segundo Valéria, ainda na infância não é possível “ensinar um código de dança” para as crianças, ou seja, “uma dança formalizada”, porque “o corpo delas ainda está em formação”, explica. Portanto, “o profissional que trabalhar com esse público precisa conhecer o desenvolvimento motor das faixas etárias para saber o que é bom, saudável e eficaz para cada uma”. Neste sentido, Adriana lembra que, nas escolas, as aulas têm um caráter mais lúdico e descontraído. “No início do aprendizado, exploram-se os movimentos naturais de cada criança, seu ritmo próprio, sua expressão.

A técnica vai sendo introduzida gradati­va­mente, porém respeitando as condições físicas e psíquicas de cada idade, as necessidades globais e as aspirações de cada um”, esclarece a psicóloga.

“A educação psicomotora deve ser aplicada desde a mais tenra idade e permite auxiliar a criança a superar suas dificuldades e se desenvolvendo individual ou socialmente. Neste caso, a dança também entra nesta esfera para auxiliar o desenvolvimento da criança”, complementa Adriana.

Serviço:

Adriana Falcão Duarte
Tel.: 2097-7595
www.adriduarte.com

Profª. Valéria Cano Bravi
www.anhembi.br

Deixe uma resposta »