Débora Nascimento: “Todos nós temos o mundo dentro da gente, só precisamos saber acessá-lo”

redacao 3 de outubro de 2016 0

Ela começou como modelo, estrelando em publicidades e passarelas internacionais e nacionais, mas o seu objetivo sempre foi ser atriz. Tanto que, desde sempre, estudava teatro e em 2007, depois de estrear sua carreira no curta-metragem “Cérbero”, já emplacou na TV Globo em Paraíso Tropical, dando vida à personagem Elisa. De lá para cá nunca mais saiu da telinha, vivendo papeis marcantes, entre elas a Andréia Bijou (Duas Caras), Tessália (Avenida Brasil), Sueli (Alto Astral) e agora a Filomena, de “Êta Mundo Bom!”, onde interpretou a protagonista do folhetim.

Na vida pessoal, é casada com o também ator José Loreto, com quem formalizou a união no ano passado em uma cerimônia só dos dois, em Dubai, nos Emirados Árabes, para só neste ano fazerem a festa do casamento de um modo tradicional, no Rio de Janeiro, bem íntima e para 50 convidados.

Débora, que nasceu e cresceu na Vila Matilde, conversou com a gente e contou sobre a sua trajetória, os seus planos e a sua relação com a Zona Leste. Confira!

Em Dia – Você começou como modelo, mas mesmo nessa época já sonhava em ser atriz?
Débora Nascimento – Sempre quis ser atriz, então, já estudava interpretação enquanto trabalhava como modelo.

ED – Como você se dedicou e conseguiu chegar à TV Globo, com tantos papeis acumulados em pouco tempo?
DN – Com trabalho duro, esforço contínuo e muita dedicação.

ED – Seu último papel foi a Filó, com sotaque interiorano, mas você é paulistana. Como foi a construção desta personagem?
DN – Tive três meses de preparação com aulas de dança e de prosódia. Todos os personagens estão dentro de mim. Acredito que todos nós temos o mundo dentro da gente, só precisamos saber acessá-lo. Todos somos bons e maus, ingênuos e maliciosos, tímidos e atirados. Só precisamos do estímulo certo para buscar isso lá dentro. E eu tive um ótimo texto do Walcyr Carrasco, com uma personagem linda e bem construída, além de uma direção delicada e precisa de Jorge Fernando. Isso torna essa busca mais fácil e divertida.

ED – Em “Êta Mundo Bom!” você fez o papel de uma moça enganada, mas que ao mesmo tempo tirava proveito da beleza e da profissão para conseguir dinheiro. Como você definiria a Filomena?
DN – Ela era doce e honesta, uma mulher à frente do seu tempo, que sentiu na pele o machismo da época.

ED – Você torcia para que ao final da novela a Filó e o Candinho ficassem juntos e felizes?
DN – Sim, como todo final de novela!

ED – Você já fez papel de vilã (Alto Astral), de mocinha que vivia com um homem mais velho (Avenida Brasil), agora interpretou uma mocinha interiorana… Quais papeis você ainda almeja fazer?
DN – Almejo todos os personagens que me desafiarem, independentemente de caráter ou moral.

ED – Quem são os artistas que você admira ou até mesmo se inspira para a sua carreira e por quê?
DN – Cate Blanchet, Kate Winslet e Ricardo Darín. Todos são grandes atores, cujos trabalhos falam por si só.

ED – E com quem você tem muita vontade de contracenar?
DN – Sem dúvidas, a Cate Blanchet!

ED – Sua experiência profissional vai além da TV, como o filme Incrível Hulk, em que você participou. Quais outros projetos você tem na carreira, além das novelas?
DN – Tenho infinitos projetos, tanto no teatro, quanto no cinema e na TV.

ED – Você e o José Loreto parecem um casal que se dá super bem. Como é a vida a dois, sendo que ambos são artistas. Dá pra conciliar as agendas corridas?
DN – Claro, a gente se organiza para isso, como qualquer casal. Moramos juntos, então, ele é a pessoa que mais vejo!

ED – Por fim, como foi para você se mudar da Zona Leste de SP e hoje morar no Rio de Janeiro? Dá saudade de casa?
DN – Sempre vou à Zona Leste visitar meus pais, mas não voltaria a morar tão distante do trabalho, porque se perde muita qualidade de vida.

Serviço:
Débora Nascimento
www.deboranascimento.com.br

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