Esclerose lateral amiotrófica

redacao 22 de outubro de 2014 0

Foto: Reprodução/Instagram/gio_ewbank

DO “DESAFIO DO BALDE DE GELO” AO ALERTA SOBRE A GRAVIDADE DA ELA

No mês de agosto, a internet ‘bombou’ com a divulgação de vários vídeos, onde o ‘desafio do balde de gelo’ era reproduzido. Nas imagens, uma pessoa (a desafiada) recebe um balde de água com gelo na cabeça, para constatar se as reações externadas caracterizam ou não os sintomas da ELA (Esclerose Lateral Amiotrófica), uma grave doença degenerativa que afeta os neurônios motores, causando a perda progressiva dos mesmos.

“Os pacientes diagnosticados com esclerose lateral amiotrófica apresentam perda de força muscular, com atrofia e perda da agilidade. Quando os músculos da garganta são envolvidos, aparecem dificuldades para falar e para engolir. Podem apresentar ainda contrações musculares involuntárias visíveis sob a pele, chamadas fasciculações”, explica o Dr. Francisco Rotta, neurologista e coordenador médico do IPG (Instituto Paulo Gontijo).

Sabe-se que 10% dos casos de ELA têm origem genética, chamada de ELA familiar. Para as demais ocorrências (ELA esporádica) não se conhece a causa, mas suspeita-se que seja a combinação de uma predisposição individual com exposição a fatores ambientais.

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Inclusive, a ‘mensagem’ principal que os vídeos disparados na internet procuram passar é sobre um estudo profundo nos casos constatados da doença, na intenção de descobrir novidades positivas quanto a formas de prevenção e, quem sabe, em um futuro próximo, a cura total da doença, fato ainda sem existência. Por isso, é sugerido que as pessoas além de realizarem o ‘desafio do balde de gelo’, possam também doar uma quantia mínima de U$ 100 dólares, algo em torno de R$ 200, para que pesquisadores tenham cada vez mais condições de aperfeiçoar tais estudos. Existem alguns lugares onde as pessoas podem realizar doações. O Instituto Paulo Gontijo, por exemplo, através do apoio a pesquisadores nacionais e internacionais, incentiva desco­ber­tas científicas que venham a colaborar com a cura da ELA.

TRATAMENTOS

Depois de constatado que o paciente está com a doença, há uma série de tratamentos recomendados, com os quais é possível notar um ganho considerável na qualidade de vida das pessoas. “O tratamento envolve fisioterapia motora e respiratória, fonoau­dio­logia, terapia ocupacional, nutrição e medicamentos que aliviam sintomas. Os pacientes podem ainda se beneficiar de aparelhos para auxiliar na respiração e ainda colocarem sondas de alimentação”, explica o especialista. Vale alertar que, quanto mais cedo o diagnóstico for dado, mais relevante poderá ser a tentativa de tratamentos.

Serviço:
Instituto Paulo Gontijo – www.ipg.org.br

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