Escolinha ou casa da vovó? qual é a melhor escolha?

redacao 12 de junho de 2013 0

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O bebê nasceu, a mamãe cuidou durante toda a licença maternidade, mas em determinado momento surge a necessidade de voltar ao trabalho. Onde deixar o filho enquanto a mãe e o pai trabalham é um dos conflitos mais difíceis para o casal. “O principal é o bem-estar e a segurança da criança, logo, os pais precisam decidir juntos o que fazer,” explica a psicóloga Sandra Almeida. E prossegue: “É necessário muito apoio para equilibrar a vida profissional e pessoal, além de planejar com antecedência o retorno ao trabalho.”

Mas afinal, o que fazer? “É relativo”, responde a Dra. Sandra Almeida. “Às vezes, a casa dos avós gera uma superproteção que pode entrar em choque com a educação que os pais desejam para o filho. Por outro lado, deixar em uma creche pode gerar medo e culpa. Vai depender muito da idade da criança, da relação desse casal com os avós que se ofereceram para cuidar, mas é muito importante que essa decisão seja tranquila para todos,” explica a profissional.

Já a psicanalista Dra. Priscila Palermo Felipini, que também é professora da disciplina de Psicologia do Desenvolvimento Infantil da Universidade Mackenzie, revela “essa é uma dúvida bastante frequente e a resposta depende da relação que os pais têm com os avós que irão cuidar do bebê, da mesma forma que depende de que escola de Educação Infantil estamos falando”, avalia. E prossegue: “É necessário avaliar se: os pais mantêm uma relação saudável de respeito, confiança e dividem os mesmos valores quanto à educação dos filhos; os avós têm saúde suficiente para cuidar do bebê; se há um espaço adequado para a criança se desenvolver e se eles estimulam o desenvolvimento dela”. Se todas essas variáveis forem positivas a solução é “’ideal’, ainda mais se os avós puderem ficar na casa do bebê, pois nessas condições, temos uma criança sendo cuidada por pessoas que têm muito afeto em um ambiente mais protegido”, completa.

Quanto a uma creche, a psicanalista avalia que “se estamos falando de uma escola séria, honesta, com profissionais capacitados e ambiente físico adequado, esta é uma ótima opção também, pois a criança será muito mais estimulada em seu desenvolvimento, terá outras crianças para se relacionar e aos avós ficará a tarefa de se divertirem com ela ao invés de educá-la, além de não criar conflitos entre pais e avós”.

Outra opção é contratar uma secretária do lar para essa tarefa. “Acredito que há pessoas excelentes para ajudar nesse momento, até porque às vezes não resta outra alternativa para os pais,” analisa a Dra. Sandra. E a Dra. Priscila arremata: “Se for essa a opção escolhida, alguns pontos devem ser considerados: Há empatia dos pais com ela?

Suas referências são ótimas? É uma pessoa responsável e afetiva? Vai dar conta de cuidar das tarefas domésticas e da criança? Se houver conflito quanto a priorizar as tarefas e o bebê, qual seria a prioridade? Ela não se desespera ou se irrita com facilidade?” De qualquer forma, segundo ambas as profissionais, a palavra-chave nessa decisão é bom senso. E, no final, a dica que a Dra. Priscila dá é fundamental: “A resposta que me parece dar um pouco mais de garantia para o sucesso dessa escolha está em qual delas os pais terão maior tranquilidade”.

POR ADAILCE MAGANHA

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Dra. Sandra Almeida – sandrapsicologa@uol.com.br
Dra. Priscila Felipini – felipini@uol.com.br

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