Estresse no trabalho aumenta em até 40% o risco das mulheres sofrerem um infarto

redacao 17 de novembro de 2017 0

Estudos apontam que o estresse no trabalho aumenta em até 40% o risco das mulheres sofrerem um infarto e outros problemas do coração. O estresse é composto de um conjunto de reações fisiológicas que, se exageradas em intensidade ou duração, podem levar a um desequilíbrio no organismo. A reação ao estresse é uma atitude biológica necessária para a adaptação a situações novas.

As exigências do mercado de trabalho e o papel da mulher na sociedade podem gerar estresse. Soma-se ainda a falta de tempo para a prática de exercícios físicos e uma alimentação não balanceada. Esse cenário pode desencadear um processo patológico – como o infarto, por exemplo.

Outra combinação explosiva para as mulheres é o cigarro e uso de anticoncepcionais. Estudos apontam que, nesses casos, o risco da mulher sofrer um ataque cardíaco pode ser até 30 vezes maior. A explicação está nos hormônios femininos – estrogênio e progesterona – que protegem as mulheres de doenças como o infarto, mas que têm esse efeito reduzido pelo cigarro.

Segundo o cardiologista Maurício Jordão, a situação se complica ainda mais porque o infarto pode ser silencioso nas mulheres, sem gerar a típica dor no peito e o mal estar – sintomas característicos do infarto nos homens.

“Os sintomas típicos mais conhecidos são dores no peito, que se estendem para o braço esquerdo, e formigamento. No entanto, outros sinais podem indicar o princípio da doença, como dor abdominal, suores frios, palidez, náuseas e vômitos. Em mulheres, a incidência dos sintomas típicos é menor”, afirma.

Portanto, a mudança de hábitos é o primeiro passo. “Evitar os fatores de risco que podem desencadear o problema é evitar o infarto. Adotar hábitos saudáveis e atividades que combatam o estresse é essencial para chegar à terceira idade com saúde e qualidade de vida”, ressalta o cardiologista.

Principais cuidados

  • Fazer check-ups periódicos, principalmente acima dos 40 anos, ou se a pessoa faz parte dos grupos de risco;
  • Evitar alimentos ricos em colesterol e o uso excessivo de sal;
  • Atenção ao consumo excessivo de álcool;
  • Abolir o uso de cigarros e drogas;
  • Fazer exercícios físicos sob orientação médica;
  • Adotar hábitos de vida mais saudáveis, para combater o estresse;
  •  Incorporar ao dia-a-dia, atividades que ajudem a relaxar ou proporcionem momentos de alegria, como hobbies, passeios etc;
  • Prevenir ou tratar doenças como diabetes, hipertensão e distúrbios relacionados ao colesterol.

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