Lenine – Educação, música e família

redacao 30 de maio de 2014 0

“Somos resultados dos livros que lemos, das viagens que fazemos e das pessoas que amamos”… E, pedindo licença ao autor Airton Ortize, acrescentaríamos: E das músicas que ouvimos. Neste quesito o cantor e compositor Lenine pode ser definido como fonte de alimento para nossa alma. Com letras únicas e arranjos precisos, o artista dispensa rótulos e transcende os limites do entretenimento. Na entrevista exclusiva que fizemos com Lenine, ele falou sobre o início de sua carreira e também a respeito do seu engajamento nas causas socioambientais, o trabalho recente intitulado “Chão”, em que o cantor se apresenta sem o auxílio de bateria e percussão, e sobre a família, base de sua vida que sem dúvida alguma influenciou o músico. Confira!

EM DIA – Lendo um pouco da sua história, percebemos que o seu ‘chão’ é a família. Sua mãe é católica e seu pai é marxista. Como foi a sua educação e infância?

LENINE – Isso foi fundamental, não só na minha formação e dos meus irmãos, mas também porque desde o início eles nos estimularam. Tanto papai quanto mamãe gostavam muito do interrogativo, então tudo sempre era a base da conversa. Dessa maneira, em casa, eles faziam primeiro o exercício do livre-arbítrio, a opinião de cada um e nos ensinavam a respeitar bastante… Quer dizer, foram ensinamentos que aprendi não teoricamente, mas sim na vivência e isso foi fundamental. Quando falo da minha família e o que fiz a partir da experiência que tive sendo filho de alguém, no caso meu pai e minha mãe passam a ser também o foco de pensamentos, conhecimentos e questionamentos. Se hoje falo muito da minha família é porque foi assim que aprendi… Enfim, termina sendo um bunker (no sentindo de refúgio) que a gente tem e, sem dúvida nenhuma, termina sendo o lugar de sanidade.

ACHO QUE O BRASILEIRO SOBREVIVER COM O SALÁRIO MÍNIMO QUE TEM JÁ É UMA PROVA DE CRIATIVIDADE TÃO GRANDE (RISOS)… QUEM SOU EU PRA LEVANTAR ALGUMA BANDEIRA DE CRIATIVIDADE (…)

ED – Você tem três filhos músicos e dois netos, acha que conseguiu replicar para eles o que os seus pais lhe passaram?

LENINE – Acho que passei para os meus filhos esse mesmo exercício de ter uma atitude perante a vida e as pessoas, de querer melhorar como ser humano. Mas veja bem, até hoje meus pais são fonte de ensinamento. Há pouco, perguntei para o meu pai com 94 anos: “E aí, está com medo de morrer?”. Ele disse: “Medo de morrer?! Tenho é raiva de deixar de viver” (risos). Porque é um outro olhar sobre a perda. Ele continua uma fonte de inspiração e espero que assim seja com meus filhos, um vínculo que não acaba! Procuro ser honesto, não ter dogma e estimular o conhecimento, instigar o irrequieto na alma dos meus filhos…

ED – Pelo que entendemos, o seu pai era quem instigava a sua curiosidade?

LENINE – Mas mamãe também, de um outro jeito. Primeiro eles não tinham medo de errar, o que é muito bacana, e segundo, a coisa do afeto, do carinho, do amor ser uma condição sine qua non (do latim, que significa sem a/o qual não pode ser), ele deixou muito claro isso para os filhos. Isso dá uma segurança muito grande. Sentir-se amado (risos). Quando não estou fazendo shows e tenho uma brechinha vou a Recife, sento no colo dele, e ele me faz um cafuné…

ED – Quando lhe apresentam, dizem: O compositor e cantor pernambucano Lenine. Mas você está há mais tempo no Rio de Janeiro do que lá, se considera pernambucano ou carioca?

LENINE – A questão não é como me sinto, é o que sou. Sou cidadão carioca, moro lá há 35 anos, meu título de eleitor é carioca, meus três filhos e meus dois netos nasceram no Rio… Nasci em Recife com muito orgulho. Só acho que quando botam este ‘pernambucano’, talvez seja redutor.

Quando se fala de Arnaldo Antunes, se fala: ‘O paulista Arnaldo Antunes?’ Não! Quando se fala de Fernanda Abreu, se fala da ‘carioca Fernanda Abreu?’ Não! Me orgulho muito de ser de onde sou.

Estou impregnado de Recife, minha formação foi lá e isso está comigo em tudo o que faço, evidentemente. Mas parece que minha música é exclusivamente pernambucana e já exorcizei isso. As pessoas reconhecem a minha música justamente pelo que ela não tem de brasileira, e sim o que tem de rock, de funk, de soul, o que ela tem do planeta. Creio e prefiro acreditar que não há necessidade de adjetivar a arte. Faço música, ponto.

(…)AS PESSOAS RECONHECEM A MINHA MÚSICA JUSTAMENTE PELO QUE ELA NÃO TEM DE BRASILEIRA (…) CREIO E PREFIRO ACREDITAR QUE NÃO HÁ NECESSIDADE DE ADJETIVAR A ARTE. FAÇO MÚSICA, PONTO.

ED – Das suas influências musicais você aponta o Led Zeppelin, The Police e disse em entrevistas que na época no Brasil o que se produzia era tecnicamente ruim, mas aponta o Clube da Esquina (Movimento musical brasileiro do final da década de 1960, que surgiu da grande amizade entre Milton Nascimento e os irmãos Borges (Marilton, Márcio e Lô), em Minas Gerais) como influência

LENINE – Tinha uma coisa de qualidade da produção que disco nenhum alcançou, até Milton (Nascimento) começar com a história do Clube da Esquina. É lógico, sou apaixonado por Milton, sempre ouço os discos novos que ele lança. Mas essa fase de produção do Clube da Esquina nº 1 e 2 foi como uma universidade de música para mim, porque beneficiado pelos estéreos das mixagens eu podia fechar um lado do sistema de som e só ouvir a harmonia do violão ou do piano e era mais fácil para tirar, já que eu tirava tudo de ouvido, dava para eu isolar quem fazia a harmonia e tentar chegar perto daquele som sublime que sempre me comoveu tanto. Milton Nascimento foi minha grande escola, meu grande farol estimula­dor. Me aproximei da música brasileira novamente por causa de Milton.

ED – Você recebeu o incentivo em muitas coisas, na música também foi assim?

LENINE – Sim, desde o início. Tanto é que a gente só adquiriu o direito de não ir à missa obrigatoriamente com minha mãe aos oito anos de idade para ficar em casa ouvindo música.
Não tinha consciência naquela época de que eu teria toda aquela bagagem musical. Na época eu só não queria ir à missa porque era muito chato. Era uma hora e meia de uma ritualização que na maioria das vezes a gente não entendia como criança. Naquela época ainda se rezava em latim, para uma criança aquilo era um saco… Papai achava que qualquer filho independentemente do sexo tinha uma ligação uterina com a mãe que se estendia mais ou menos até os oito anos de idade. E ele achava, acha ainda, que aos oito o ser humano já podia exercitar o “ser humano” (risos). Aí ele dizia: “Você foi até agora com sua mãe para a igreja, porque ela acredita que é a melhor conexão com o Divino”, ele nunca falou em Deus. Mas, ele chegava com argumentos e dizia: “Há outras maneiras de se conectar com o Divino, uma delas é a música. Hoje você, como um cidadão, pode escolher, quer ir à missa ou ouvir música?” Perguntar isso para um menino de nove anos é sacanagem (risos). Mamãe perdeu todos os parceiros (risos).

ED – Você começou na música com todas aquelas dificuldades de produção. Isso ajudou e incentivou a criatividade?

LENINE – Acho que o brasileiro sobreviver com o salário mínimo já é uma prova de criatividade tão grande (risos)… Quem sou eu pra levantar alguma bandeira de criatividade. Sempre fui um pouco cabeça dura, houve um momento que a vida deu um sorriso amarelo para mim, eu não sorri de volta e continuei acreditando no que fazia. Portanto, meu processo foi muito sedimentar. Fiz uma canção, passei a frequentar o repertório de alguns intérpretes que me deram cadeira cativa dentro da obra deles, em cada disco passei a ser gravado e optei por um filtro diferente como intérprete: gravo menos da metade do que produzo, isso quer dizer que mais da metade do que produzo é para outras pessoas e não para mim. Não me sinto capaz de cantar tudo que

componho, porque a minha profissão que antecede tudo é de compositor e como compositor quero transitar em todos os universos, como intérprete não. Acredito que o que faço não é só entretenimento, mas educação, crônica, reportagem. Não quero só entreter as pessoas, quero instigá-las, quero questionamento, acredito com todas as minhas forças que a música é uma ferramenta de transformação.

ED – Quando lançou seu primeiro disco?

LENINE – Lancei o primeiro disco em 1983, “Baque Solto – Lenine e Lula Queiroga”. Ninguém nem tomou conhecimento dele. Dez anos depois eu e Marcos Suzano lançamos o “Olho de Peixe”, produzido pelo Denílson Campos, que aí sim foi um certo divisor de águas na maneira de fazer discos. Nesses dez anos parece que houve um hiato e, no entanto, foi nesses dez anos que aprimorei a história da composição, fui pavimentando o meu próprio caminho. Escolhi uma maneira de agir e uma intenção do que eu queria com a música que eu fazia. Aí volto a meu pai, que me ensinou três perguntas, cara, que eu preciso fazer o tempo todo e preciso ter respostas para elas o tempo todo: “O que eu faço?”, “Por que eu faço?” e “Para quem eu faço?”.

ESTÁ TUDO MUITO ERRADO! A GENTE CONTINUA COM UMA CLASSE POLÍTICA E PRECISA APRENDER A VOTAR. TEMOS UMA GRANDE OPORTUNIDADE AGORA EM OUTUBRO.(…).

ED – Nessa jornada de 30 anos você é um colecionador de prêmios dentro e fora do País, mas vemos casos de muitos músicos que são premiados e reconhecidos lá fora e aqui não. Acha que o Brasil em relação ao seu início de carreira e hoje tem mais ou menos espaço para música de qualidade?

LENINE – Hoje tem muito mais espaço, até porque existe um universo novo que as pessoas nem aprenderam como usar ainda que é a rede, cara. Hoje, cada vez vai ser mais difícil acontecer aquele grande estouro musical de alguém cantando para milhões. Agora vão ser milhares cantando para milhares. Evidentemente que existem sempre exceções e, por isso, falo de exceção porque me incluo nessa. Sou meio uma exceção. Meu caminho foi completamente diferente de tudo. Então, a exceção sempre vai existir, mas em última análise o que acho é que esse

ED – Nessa jornada de 30 anos você é um colecionador de prêmios dentro e fora do País, mas vemos casos de muitos músicos que são premiados e reconhecidos lá fora e aqui não. Acha que o Brasil em relação ao seu início de carreira e hoje tem mais ou menos espaço para música de qualidade?

LENINE – Hoje tem muito mais espaço, até porque existe um universo novo que as pessoas nem aprenderam como usar ainda que é a rede, cara. Hoje, cada vez vai ser mais difícil acontecer aquele grande estouro musical de alguém cantando para milhões. Agora vão ser milhares cantando para milhares. Evidentemente que existem sempre exceções e, por isso, falo de exceção porque me incluo nessa. Sou meio uma exceção. Meu caminho foi completamente diferente de tudo. Então, a exceção sempre vai existir, mas em última análise o que acho é que esse

momento e esse universo digital que se abre na frente da gente vão gerar muitos caminhos e a gente nem sabe ainda como usá-los. Tenho três filhos de idades diferentes e o mais novo tem uma relação completamente diferente com as coisas por causa dessa acessibilidade, é tanta informação e ele estava fazendo quatro, cinco, seis coisas ao mesmo tempo. O homem já está descobrindo mesmo a preço de muita dor que o caminho da civilização não está certo não, cara! Está tudo muito errado! A gente continua com uma classe política e precisa aprender a votar. Temos uma grande oportunidade agora em outubro. Todas aquelas grandes manifestações que aconteceram e continuam acontecendo. Espero que isso também reflita na hora que a gente for votar.

ED – Fale agora sobre o seu disco “Chão” que está em turnê há dois anos?

LENINE – Na verdade, descobri que o tempo de vida útil, o tempo que preciso entre um disco e outro para poder viajar para todos os lugares, não pode ser menor do que três anos.

ED – Isso é interessante, senão fica só naquele eixo Rio, São Paulo, Belo Horizonte e as outras pessoas não conseguem vê-lo…

LENINE – E o mundo, porque a partir do disco “Olho de Peixe”, em 1993, passei a fazer turnês regularmente fora do País. Existe uma música e um público planetário que está ouvindo. Não interessa se você é do Afeganistão ou do Brasil, se é russo ou francês, isso está circulando, esse universo digital também é uma ferramenta que ajuda muito isso, a pulverizar as coisas de uma maneira muito libertária. Passei a frequentar todos esses festivais e isso é muito bacana. Mas, falo também agora pelo fato de que com o disco “Chão” pude comprovar isso, é o Brasil com uma estabilidade econômica, querendo ou não, que estamos vivendo há vários anos. Isso permitiu o surgimento de novos mercados dentro do Brasil. Repare que 20 anos atrás, o País não fazia parte de roteiro de nenhuma turnê de um grande artista internacional. Agora, eles brigam entre si para tocar aqui no Brasil. E cria um anacronismo, porque o cara paga 700 pratas para ver Paul McCartney e acha um absurdo pagar 300 para ver o Chico Buarque.

ED – Hoje olhando os shows nacionais e os que vêm de fora, existe alguma diferença ou estamos equiparados?

LENINE – Tem diferença, porque os caras que vêm pra cá sucateiam para poder vir e o show não é tão bom. Sem dúvida, nossos shows melhoraram, era natural que assim acontecesse, porque com estabilidade econômica isso fica mais acessível para todo mundo. Ressurge uma classe média com poder aquisitivo maior… É lógico, a gente tem um refinamento e aí independe desse processo de amadurecimento do show business. Nós temos uma escola e uma tradição no universo do equilíbrio de sons e palavras que país nenhum no mundo tem. Essa tradição no Brasil se transformou na Música Popular Brasileira. Sou um cara curioso, ouço de tudo, gosto de tudo traduzido, portanto fui atrás de línguas para poder me informar direito! Primeiro o relevo da língua portuguesa, lugar nenhum você vai ver tanta proparoxítona, “lâmpadas nítidas”, lugar nenhum você vai ouvir isso. Então, a gente tem a coisa dos sons das palavras, isso para quem trabalha com música é uma ferramenta muita poderosa. Aí você tem um Chico Buarque levando isso às últimas consequências. Você tem um Cartola, analfabeto, fazendo de uma maneira clássica e tão primorosa como ele fez…

ED – Em uma época que todo mundo quer a informação rápida, fácil, você faz um disco que necessita que se preste mais atenção. Como surgiu a ideia?

LENINE – Ele tem um relevo sonoro bem ímpar, porque a gente fez monaural, então, é como se fosse espacial… O que sempre antecede meu projeto é que fico entorno de uma coisa até surgir um nome e a atmosfera. Muitas vezes até mudo o nome, mas a atmosfera não, porque aí faço um banco de sons e ruídos para ninguém ter o mesmo banco. Hoje, quando ouço uma rádio, sei quais são os instrumentos que estão sendo usados e de que maneira estão sendo usados… Para mim isso é irritante. Então no “Chão”, depois de 30 anos de trabalho, partiu da ideia do som desse monossílabo nasal e retumbante, que quer dizer um bocado de coisas. E ainda tem o fato de que eu queria fazer um disco sem bateria nem percussão.

(…) NÃO QUERO SÓ ENTRETER AS PESSOAS, QUERO INSTIGÁ-LAS, QUERO QUESTIONAMENTO, ACREDITO COM TODAS AS MINHAS FORÇAS QUE A MÚSICA É UMA FERRAMENTA DE TRANSFORMAÇÃO.

ED – E para o baterista que lhe acompanha você deu férias? (Risos)…

LENINE – Bacana você falar isso, porque quando tive o desejo de fazer o disco a primeira pessoa que procurei foi justamente o Pantico Rocha (baterista), que trabalha comigo há mais de 20 anos. Eu disse: ‘Vou começar a fazer um projeto, mas lá na frente vai esbarrar em você’. E eu estava todo receoso, porque eu sabia que isso significava uns dois anos e meio de trabalho. E ele disse para mim: ‘Você acha que eu toco com você há 20 anos por quê?’, aí eu fiquei calado e ele disse: ‘Por causa da sua música. Faça sua música’. E isso é muito bacana, porque também nunca deixei de fazer projetos paralelos. Tenho os projetos sinfônicos, o projeto socioambiental que estou correndo o Brasil inteiro, o projeto com Martin Fondse que é uma orquestra holandesa, tem um com a Rumpilezz, tenho um com Spok Frevo Orquestra… Na verdade, trabalho com música de uma maneira muito diversa e ampla. Então, sempre estou trabalhando com o Pantico.

ED – O que mais inspira você?

LENINE – As orquídeas. Não é só a inspiração, ela deu um sentido a tudo. Faço a turnê em função das plantas que quero ter. Entro em contato antes com quem é orquidólatra, como eu, e digo, sem dizer quem sou: ‘Estarei de passagem na sua cidade’ ou ‘Estou atrás de uma Walkeriana que sei que aí tem’. Quer dizer, a orquídea me deu um sopro diferente em tudo e o meu prazer voltou a ser juvenil, já tenho essa paixão há uns 14, 15 anos. Tenho um sítio perto do Rio, lá construí um lugar muito especial para as minhas plantas.

ED – Como funcionam os projetos socioambientais que você participa?

LENINE – Na verdade, isso começou por causa do meu lado repórter, por causa dos temas de minhas canções, por causa de alguns amigos que tenho desde o início de minha trajetória e alguns deles se envolveram em grandes causas, portanto ao longo da vida fui muito solidário e cúmplice. Como disse, acredito na força da ferramenta da música e já tinha participado de alguns projetos interes­santes, todos eles com esse engajamento socioambiental, como o S.O.S. Mata Atlântica, WWF, Projeto Tamar, Weedness com o Peter Gabriel, o Pró-Criança há 25 anos… E o que me ocorre é que sempre atrás desses grandes projetos e de muito sucesso, está o sonho de algum ser humano. Então, pensamos em um projeto em que pudéssemos colocar um pouco de luz e dar um pouco de voz ao ser humano. Escolhemos 12 regiões do Brasil, que eu pudesse ter o conhecimento de pelo menos seis projetos no entorno. A gente faz o encontro dessas pessoas, não só para apresentá-las, mas principalmente para a troca de experiências, porque os nichos são bem diferentes… Algumas delas são movidas pela dor, pela perda, pela exceção, outras por um vislumbre de uma alma do bem que persegue aquilo como última instância e entrega a sua vida para realizar esse sonho. Essas trocas de experiências é o que têm sido mais bacanas. Vou no lugar e a gente promove o encontro com todo mundo, depois faço um show de graça, sempre em uma praça, com uma bela estrutura toda sustentável. Tem uma série de coisas muito bacanas envolvendo tudo isso, mas principalmente, o encontro dessas almas. E foi uma maneira que encontrei de aplaudir essa moçada, fazendo o que eu sei fazer, que é música.

ED – Então você interrompe a turnê para participar dos projetos socioambientais?

LENINE – Não paro, esse projeto a gente só faz terças e quartas-feiras. Por isso dá tempo de ir, fazer os encontros… E continuo com a turnê “Chão” ainda por um tempão. Simultâneo a isso ainda tem o projeto sinfônico que faço. Mas para esse tenho que ir um dia antes, ensaio com a orquestra de cada lugar e aí a gente se apresenta, ainda tem o projeto “Cantautores”, que faço com a Maria Gadú. E na época da Copa, vou assistir pela televisão, porque tenho uma turnê a convite do maestro holandês, o Martin Fondse, fora do País.

Serviço:
Lenine – www.lenine.com.br

Deixe uma resposta »