Nunca é tarde para ter filhos

redacao 6 de setembro de 2013 0

A EXPERIÊNCIA DE VIDA E A MATURIDADE AFETIVA ADQUIRIDAS COM A IDADE SÃO OS PRINCIPAIS FATORES QUE FAVORECEM OS PAIS EM TORNO DOS 35 AOS 40 ANOS QUANDO O ASSUNTO É EDUCAR OS FILHOS.

Foto: Divulgação

A prioridade dada à formação profissional e à carreira tem levado muitos casais a terem filhos numa faixa etária em torno dos 35 aos 40 anos, diferente do que ocorria nas décadas passadas. Mas se engana quem acha que a paternidade e a maternidade maduras podem ser desfavoráveis no momento de educá-los. “Pais mais experientes conseguem dar suporte afetivo e emocional, segurança e orientação aos filhos talvez com mais qualidade que pais mais jovens porque, geralmente, são mais estáveis e estão mais equilibrados, sobretudo no aspecto financeiro”, afirma o Orientador Educacional, Psicopedagogo e Psico­motricista Mario Angelo Braggio.

A psicóloga Teresa Baghtchedjian, que foi mãe aos 35 anos, ratifica com sua própria experiência e dos mais de 30 anos de exercício da profissão: “A maturidade traz mais responsabilidade e conhecimento, experiência de vida. Os mais jovens precisam da orientação de alguém mais velho. Pensando na fase da infância, a educação implica, entre outras coisas, em adotar costumes e rotinas com as crianças, como a alimentação, o treino do banho e do xixi, entre outros. Pessoas jovens não costumam ter a própria rotina de vida instituída, então, enquanto pais, elas têm dificuldade de passar isso para os filhos. Além disso, elas ainda têm necessidades pessoais a satisfazer e, às vezes, passa-lhes despercebido o que os filhos pedem”, complementa a psicóloga. Menos jovialidade também não é problema quando se trata de educar. Para Teresa, “depende mais da disposição dos pais ao que eles se propuseram nesse sentido”, afirma.

Foto: Divulgação

ORIENTAÇÕES PARA OS PAIS DE TODAS AS IDADES

Embora a maturidade dos pais possa conferir maior facilidade para ensinar os filhos, uma educação de qualidade advém de alguns princípios. “A base são os valores. Eles são o alicerce em qualquer tempo e lugar. Desses valores decorrem princípios que vão nortear as escolhas que a pessoa fará ao longo de sua vida. Portanto os pais têm o papel de orientar, impor limites, cobrar, independente da idade que tenham. Não dá para fugir dessa responsa­bilidade ou ‘baratear’ essa relação com os filhos tentando ser exclusivamente amigos deles”, esclarece Braggio. “A educação é um processo no qual a pessoa está mergulhada praticamente ao longo de toda a sua vida.

E isso supõe formação de atitudes, aquisição de conheci­mentos, desen­volvimento de habilida­des e compe­tências que levem a uma vida autô­noma, responsável e compro­metida com questões que vão desde as relações primárias – ou seja, com as pessoas mais próximas – até a susten­ta­­bilidade do planeta”, comple­menta o psicopedagogo. Teresa des­taca ainda que os pais devem ‘falar a mesma língua’, educar dentro de um combina­do, para que os filhos tenham um direcionamento. Facilita o proces­so “conhecer bem a criança, saber lidar com cada fase dela e aceitá-la com suas condições e as dificuldades que possa apresentar”, conclui a psicóloga.

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Prof. Mario Angelo Braggio (MEC nº 14.567)
mariobraggio@uol.com.br

Teresa Baghtchedjian (CRP nº 4.607)
Clínica Psicológica – Ludoterapia, Psicomotricidade, Adolescentes e Adultos – Tel.: 2597-8092

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