O corpo da mulher na história

redacao 8 de julho de 2017 0

Foto: Imagem do filme “As Sufragistas”

As palavras têm e fazem história, assim entendemos que, quando falamos do corpo da mulher, muitos significados antagônicos aparecem em nossas cabeças, arraigados nas construções culturais do que foi ou não permitido para as mulheres na história da sociedade, como o acesso ao espaço público, ao voto, ao controle de sua saúde, aos relacionamentos afetivos e sexuais.
O filme As Sufragistas de 2015 retrata um pouco dessa recente história da luta feminina pelo direito ao voto e, consequentemente, por direitos igualitários entre homens e mulheres na sociedade – direitos esses que só foram alcançados há 100 anos e refletem a invisibilidade da mulher durante séculos.
O corpo feminino e seu potencial de expressão foi por muito tempo impedido de autonomia e liberdade para viver suas emoções e prazeres, sendo controlado e vigiado pela sociedade através de normas e preconceitos que inferiorizaram as mulheres. Regras acerca da virgindade, casamento, amor e família foram alicerces que prenderam gerações de mulheres ao mundo privado, construindo uma noção de que olhar para seu corpo e suas vontades era algo ruim e reprovável. Esse momento histórico de extrema subordinação repercute até hoje, quando percebemos que uma mulher é julgada e avaliada a partir de seus desejos, seu comportamento e sua história.
Diante da atitude avaliadora, o corpo da mulher se fragmenta para acatar aos olhares externos e comportar-se de maneira esperada, adoecendo profundamente. Tensões e conflitos permanentes se instalam, compulsões na busca por um corpo perfeito, depressões por sentir demasiadamente, entre outras doenças que se instalam e impedem uma vida autêntica. Infelizmente isso pode acontecer com todas nós se não refletirmos acerca dessas amarras culturais e sociais e desconstruirmos essas grades que impedem a livre expressão do que é o ser mulher para cada uma, valorizando e apoiando a busca do seu lugar no mundo.
Não é preciso ficar nesse lugar congelado do feminino, há diversas possibilidades de repensar o impacto dessas construções em si mesma. Por isso ofereceremos um espaço diferenciado para aprofundar as reflexões sobre questões importantes da humanidade, o Conversa Afiada. É uma oportunidade de olhar para si e para o mundo de maneira diferente, ampliando seu conhecimento e reforçando a importância de buscar uma sociedade mais igualitária para as mulheres.

Foto: Divulgação

Sueli Aparecida Lelis – Psicóloga Clínica espe­cialista em psicoterapias corporais, Senior Inter­national Trainner of Biosynthesis com mais de 25 anos de experiência em análise corporal, massagem terapêutica, gestação e primeira in­fância. Professora e supervisora do Instituto Brasileiro de Biossíntese (SP). Coordenadora e idealizadora do SAL – Cuidados Integrados do Ser Humano.
Camila Macedo Guastaferro – Psicóloga Clíni­ca de adolescentes e adultos no SAL – Cuidados Integrados do Ser Humano, Mestre em Educação e Saúde na Infância e na Adolescência pela UNIFESP, Educadora sexual há 12 anos no Instituto Kaplan.

Serviço:
SAL – Cuidados Integrados do Ser Humano – Psicoterapia, Psicoterapias Corporais, Fonoaudiologia, Fisioterapia
Rua Nagib Izar, 454 – Jd. Anália Franco
Tel.: 2293-1113
facebook: salcuidadosdohumano

Deixe uma resposta »