O meu filho furtou, e agora?

redacao 7 de junho de 2017 0

Um dos problemas de comportamento infantil que costumam inquietar os pais é o furto. Quando eles percebem que seus filhos “pegaram” algo que não lhes pertence surgem dúvidas como: O que fazer? Como lidar com a situação? O que isso significa? Essa atitude nos diz algo sobre o caráter da criança?

Apesar de ser um assunto pouco discutido de acordo com a psicóloga e psicopedagoga Renata Gomes Félix Benedito, ele é mais rotineiro do que imaginamos, “é comum acontecer na infância e a primeira impressão que os pais têm é sempre a de que o filho vai virar ladrão. O ideal nessa hora, por mais difícil que seja, é manter a calma e conversar”, indica Renata.

Ela explica ainda que até os 5 anos as crianças costumam muitas vezes pegar brinquedos, doces ou qualquer objeto porque desejam aquilo e não veem problemas em adquiri-los dessa forma, ou simplesmente para chamar atenção. “Dependendo da faixa etária a criança não entende que é um roubo; quando é na adolescência, por exemplo, o caso se torna mais complicado. Alguns motivos simples levam as crianças até essa idade a cometerem o furto, talvez porque ela não tem o objeto e quer ter aquilo, ou simplesmente porque achou bonito e é mais fácil pegar sem pedir”, explica Renata.

Para a profissional a abordagem deve ser feita em forma de questionamento: “O diálogo entre a família é fundamental, cabe aos pais imporem limites. Eles devem envolver a criança e assim ela acaba assumindo que pegou”, finaliza.

Já para a psicóloga e psicopedagoga Ana Cássia Maturano, se os pais, por exemplo, têm certeza que o filho furtou, a abordagem deve ser sempre em forma direta. “Diga-lhe com firmeza que você sabe que ele pegou o dinheiro, peça de volta e explique que ele deve pedir quando precisar”, afirma.

Especializada em problemas de aprendizagem, Ana Cássia indica a melhor forma de dialogar quando os filhos negam o fato: “Alguns pais ficam confusos, reagem insultando-o de ladrão ou mentiroso. Uma reação tranquila, porém firme, leva a criança a confiar no adulto e a aprender que não tem necessidade de mentir. Além disso, é importante que se crie, com a criança, uma forma de ela repor aquilo que pegou”, conclui a psicopedagoga.

POR NAIARA TELES

 

Ana Cássia Maturano
CRP: 06/38858-2 – Tel.: 3722-4646
Renata Gomes Félix Benedito
CRP: 06/61960-8 – Tel.: 2916-0329

 

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