O momento certo de ter um pet

redacao 12 de abril de 2016 0

Foto: Divulgação

Toda criança, em geral, já pediu aos pais, tios, avós um animalzinho de estimação. E mesmo os adultos, na sua maioria, ficam encantados em feiras e exposições de cães, gatos e outros tipos de animais. Mas quando é o melhor momento para adquirir um pet?

Segundo o veterinário Manrique Cardoso de Andrés, na infância, o ideal seria adquirir um animalzinho quando a criança apresentar idade próxima aos 4 anos, pois nessa fase já entende melhor que aquele animal faz parte da família, que não deve maltratar ou oferecer alimentos inadequados, por exemplo. “Mas claro, se a família já possui uma criança com menor idade ou até bebê, não seria um grande problema e sim teria que ter mais cuidados, dependendo do porte do animal, evitando acidentes, como por exemplo o animal pular na criança para brincar e acabar assustando ou machucando-a, além disso ir apresentando o animal ao bebê aos poucos, deixar cheirar e lamber. Verificar se o animal está sadio, vacinas e vermífugos atualizados”, alerta ele, afirmando ainda que na fase adulta, o animal será bem-vindo em qualquer idade, até mesmo para os idosos, porém claro respeitando as limitações físicas da pessoa.

Já a psicóloga Arlete Gavranic explica que o momento de adquirir um pet depende de cada família, e de suas características: “Tem tempo para estar com o bicho e ensinar a criança / família a brincar com ele, cuidar e respeitá-lo? Tem noção dos recursos financeiros necessários para manter as necessidades dele? Tem vontade de adotar para cuidar e amar esse ‘filhote’? Ele pode viver 10, 15 anos, algumas aves podem chegar a 50 anos!”, lembra a profissional, enfatizando que “um pet não é um brinquedo que depois de 2 ou 3 meses você enjoa e guarda no armário. Essa noção de que adquirir/adotar implica em comprometer-se a cuidar e não abandonar é a maior aprendizagem que pode ser ensinada às crianças: não é descartável, não é de pelúcia. Os bichos criam vínculos afetivos e abandonar é um péssimo exemplo aos filhos. Não se abandona um filho! Mesmo que tenha pena ou quatro patas!”

Evidentemente, os benefícios de se ter um pet são incontestáveis. “Animais de estimação podem colaborar com o desenvolvimento de atitudes positivas, perda de medo tanto em crianças como em adultos, mas principalmente têm possibilidade de despertar a afetividade, a responsabilidade cuidadosa e o companheirismo”, prossegue a dra. Arlete. E o dr. Manrique complementa: “Existem diversos relatos de cura ou melhora de doenças graves em pessoas que têm contato com animais, diversos trabalhos científicos comprovando o benefício desse contato. Existem serviços em hospitais humanos que oferecem visitas monitoradas com animais superdóceis e agradáveis, principalmente nas alas de oncologia pediátrica ou casas de repouso para idosos, melhorando a qualidade de vida dessas pessoas que por muitas vezes se curam de doenças como a depressão ou mesmo pelo prazer da companhia, saindo da solidão.”

Apesar de tudo isso, ambos os profissionais lembram que nem tudo são flores nessa relação, e no momento de adquirir o animalzinho é imprescindível ter isso em mente.

Segundo o dr. Manrique, o maior prejuízo em se ter um animal de estimação ocorre principalmente pelo erro das pessoas. “Antes de comprar um animalzinho, precisamos ter em mente que dependendo da espécie, esse animal pode viver por 15, 20 anos ou mais. Além disso, não podemos esquecer dos gastos… sim, animais dão muitos gastos como rações, antipulgas, medicamentos, vacinas, consultas com veterinários, cirurgias de rotina (castração) ou emergenciais, além de banhos, tosa, roupas, caminhas, coleiras… Às vezes as pessoas compram um animal por impulso e acabam se arrependendo por não terem condições de bancar tudo isso e por muitas vezes cometem o erro infeliz de abandonar seu bichinho. Então precisamos ter um mente que o ideal sempre é uma compra consciente,” finaliza ele.

Serviço
Dra. Arlete Gavranic – Tel.: 2028-0176
Dr. Manrique Cardoso de Andrés
Petz Marginal Tietê – Tel.: 2797-7400

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