Otimismo

redacao 20 de fevereiro de 2013 0

Pela minha natureza e por valorizar alguns estudos que apontam o otimismo como um fator real e decisivo no sucesso de qualquer desafio, me considero um otimista.

Sempre procuro manter os pés no chão, mas me dirigindo para o caminho que aponta para o melhor, para o crescimento, para o lado positivo das coisas.

Ser otimista parece ser uma coisa fácil e às vezes até ingênua, mas não é bem assim. Ser otimista requer uma boa dose de coragem e um certo controle, para que a ansiedade não atrapalhe tudo.

Ser otimista não significa ficar esperando, mas olhar para as oportunidades e não para os obstáculos e correr muito atrás das realizações dos seus projetos, rever posições, se necessário, e perseverar.

Acho que o maior problema do otimista profissional é lidar com as coisas que não dependem só dele ou do seu grupo, mas da massa, da população, onde ele se sente impotente.

Confesso que neste início de ano está difícil exercer a “profissão” de otimista. Por mais que se saiba que em janeiro as chuvas castigam e põem em risco as áreas montanhosas habitadas, assistimos novamente pessoas desabrigadas e constatamos que nada foi feito para mudar este cenário.

Mais de 235 jovens morrem em uma casa noturna sem as mínimas condições de funcionamento e prefeitos em todo Brasil “constatam” que essa é a realidade de duas em cada três casas abertas no País e prometem rigor na fiscalização. Difícil acreditar!

A presidente anuncia redução na conta de luz e uma semana depois, um aumento de combustível que reflete diretamente na vida das pessoas, físicas e jurídicas.

Falta um ano para a Copa do Mundo. A ideia desse investimento era promover melhorias de infraestrutura, que ficaria para a população após o evento. O que vemos é o básico necessário atrasado e a porta aberta para desvios de verbas (roubo) nas obras, com a desculpa da urgência necessária.

No cenário nacional, assistimos a volta de políticos “raposas velhas” corruptos ocupando cargos e nomeações. E aqueles que construíram suas carreiras apoiados na luta contra a corrupção, hoje tentam nos convencer que para governar é preciso fazer “alianças”…

Saio para trabalhar, num trecho de menos de duas quadras, escorrego duas vezes em calçadas que mais parecem provas de obstáculos, tento atravessar a rua na faixa e os motoristas, com seus carros reluzentes e de nariz empinado, me olham como se eu fosse um maluco. E o curioso é que as mesmas pessoas que se comportam assim, quando viajam para fora do País admiram o jeito cortês e o respeito aos pedestres. Definitivamente, ser otimista está ficando difícil, mas o jeito é… Falar!!!

Fiquem com Deus e até a próxima!

Paulo César Cardoso
paulopat@pacprommos.com.br

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