Pais devem ficar atentos ao significado da birra

redacao 8 de março de 2018 0

Foto: Divulgação

É frequente acontecer em qualquer lugar, especialmente em shoppings ou restaurantes. De repente uma criança começa a chorar e fazer birra, deixando pais e quem está observando a cena bastante constrangidos. Muitos pensam que é falta de pulso dos pais, mas especialistas orientam que acessos de birra têm significados diferentes de acordo com a idade da criança, e que em caso algum deve passar sem que os pais deem uma atenção especial ao fato. Durante o crescimento, entre dois e três anos, em razão do amadurecimento do sistema nervoso, em especial do córtex cerebral, há um estágio em que a criança começa a falar de forma mais complexa, a pensar, a lembrar de fatos ocorridos recentemente e assim tem início um novo período na sua vida.

“Gradualmente, ela começa a se perceber como uma pessoa “independente” das outras. Com vontade própria, tenta demonstrar seus desejos e frustrações. Como muitas vezes pretende coisas que não são possíveis, ao se sentir fracassada, a criança chora, grita, morde, joga-se no chão, simplesmente porque não sabe como direcionar o sentimento de contrariedade que a domina naquele momento”, explica Irene Maluf, especialista em psicopedagogia, neuroaprendizagem e educação especial.

As birras podem ocorrer de forma muito ou pouco frequente e certas crianças podem ter acessos até os seis anos. “Após essa idade, essas características podem prejudicar o desenvolvimento psicológico do pequeno, necessitando de intervenção profissional para resolver o problema”, diz Francys De Thommazo, psicóloga, hipnoterapeuta e especialista em terapia cognitiva.

Se os pais agem de forma semelhante, gritando ou ameaçando, a situação só piora. A criança pode se sentir injustiçada e amedrontada, já que não compreende a situação por completo. Isso ocorre em razão de, nessa fase, os pequenos terem uma forma rudimentar de raciocínio, enquanto a emoção é muito forte para ser contida. “É muito importante impor limites e estabelecer regras para que a criança não tenha dificuldades emocionais na adolescência e saiba lidar com as frustrações”, completa Francys. Para evitar os acessos, as profissionais sugerem evitar ir a ambientes em que a estimulação é muito grande. Outra sugestão é intervir, desviando a atenção da criança para outra coisa, antes que a frustração tome conta.

Fontes
Francys De Thommazo
Tel.: (13) 3386-7114

Maria Irene Maluf
www.irenemaluf.com.br

Bartira Betini

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