Quando a sua vida gira em função do outro

redacao 4 de abril de 2017 0

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Você deve conhecer alguém que é um sobrevivente emocional de uma família desorganizada, aquele que compartilha seu sofrimento através de relatos de como sua vida gira em função do outro, sentindo-se responsável e arcando com as consequências do comportamento de alguém, completamente refém da situação e sem possibilidade de escolha. Esse é o codependente afetivo.

Muitas vezes ficam em dúvida sobre quem é adoecido nessa situação, se ele mesmo (o codependente) ou o outro que está doente (pessoas que abusam de álcool/drogas, ou com personalidades compulsivas ou manipuladoras). As pessoas desenvolvem a codependência afetiva geralmente por pais/mães, parceiros amorosos, irmãos/irmãs, filhos/filhas ou outras pessoas com alto grau de proximidade.

O codependente tem uma necessidade de controlar as pessoas problemáticas com quem se relaciona e se dedicam profundamente ao cuidado do outro fazendo desse cuidado a razão de suas vidas, esquecendo-se de cuidar de si mesmo. Envolvidos com os problemas dos outros, sentem-se úteis, evitando a sensação de culpa e o contato com suas emoções reprimidas, sua própria incapacidade de estar só.

O controle sobre o outro gera a dependência que está ligada à sua baixa autoestima, sua dificuldade em colocar limites nos relacionamentos e aos medos de abandono, da solidão e da rejeição. É na família que se constroem as relações de confiança e apoio, portanto, quando há uma falha nesse vínculo primário, as relações de afeto podem ser prejudicadas.

Para que a pessoa consiga sair desse ciclo de codependência pode ser necessária a ajuda de um psicólogo para que ela compreenda como o impacto dessa teia é resultado do seu próprio investimento nas outras pessoas ao invés de olhar para si mesma. Sem a noção de autoestima, autoconfiança e de valor, o codependente submete-se a abusos recorrentes, repetindo esse padrão em todos seus relacionamentos e convive com uma angústia intensa por não conseguir se desvencilhar desse comportamento.

A ajuda profissional irá favorecer que ele reconheça a realidade, aceite e enfrente de maneira mais saudável, buscando sempre o equilíbrio pessoal e emocional. Ao mergulhar em si a pessoa pode olhar a vida de frente e não através de alguém, construindo assim vínculos afetivos fortalecidos, construtivos e não dependentes.

Denise Miranda – Psicóloga Clínica, Terapeuta Somática Biossíntese Pós-Graduada em Psicoterapia Corporal com formação pelo Instituto Brasileiro de Biossíntese – IBB Filiado ao International Institute for Biosynthesis – Heiden, Suíça. Especialista em Psicologia Organizacional e do Trabalho com mais de 20 anos de experiência.

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Sueli Aparecida Lelis – Psicóloga Clínica espe­cialista em psicoterapias corporais, Senior Inter­national Trainner of Biosynthesis com mais de 25 anos de experiência em análise corporal, massagem terapêutica, gestação e primeira in­fância. Professora e supervisora do Instituto Brasileiro de Biossíntese (SP). Coordenadora e idealizadora do SAL – Cuidados Integrados do Ser Humano.

Serviço:
SAL – Cuidados Integrados do Ser Humano – Psicoterapia, Psicoterapias Corporais, Fonoaudiologia, Fisioterapia – Rua Nagib Izar, 454 – Jd. Anália Franco
Tel.: 2293-1113 – Facebook: salcuidadosdohumano

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