Reforma sem dor de cabeça

redacao 11 de dezembro de 2012 0

O novo ano se aproxima e com ele, o desejo de muitas pessoas por renovarem suas casas com pinturas, acabamentos, decorações, móveis e acessórios diferentes. A chegada do 13° salário também é um impulso para os planos de um lar totalmente repaginado ou para dar uma ajeitada naquele cômodo que sempre ficou para depois. No entanto, só de pensar no pó, no quebra-quebra e no desgastante relacionamento com os prestadores de serviços, algumas pessoas chegam a desistir.

Para incentivar que você comece o ano com a sua casa de cara nova, a Revista Em Dia conversou com três arquitetos que deram as dicas de como prevenir os problemas mais comuns em uma reforma.

Antes de tudo, deve-se procurar um profissional qualificado para observar a planta baixa do imóvel e analisar toda a parte estrutural, como pontos de elétrica e hidráulica existentes, além de ponderar a idade da construção. “Tendo em mãos estas informações fica mais fácil avaliar o que pode ser feito na reforma”, afirma o arquiteto Marcelo Rosset.

A partir disso, deve-se fazer um planejamento com todas as etapas bem explicadas e levantamento de orçamento. Esta também será uma ferramenta útil para que tudo seja realizado nas datas estipuladas. “Um projeto bem detalhado e completo, com prazos e valores viáveis, dificilmente sofrerá alterações”, diz a arquiteta Sabrine Santos.

Já a escolha dos profissionais que executarão o serviço é essencial e deve ser muito bem estudada. Patrícia Duarte aconselha que o ideal é seguir indicações de amigos ou do arquiteto contratado. Caso não haja essa possibilidade, o correto é conhecer pelo menos três serviços realizados pela pessoa que se deseja contratar. “Um profissional que se diz capaz de fazer toda a reforma e que diz entender de tudo, é um profissional desqualificado, pois sabe um pouco de cada coisa, sem ser especialista em nada. Portanto, contrate um pintor, um eletricista, um gesseiro, um pedreiro e assim por diante”, alerta.

DURANTE A OBRA

Todos são unânimes em afirmar que se a família puder se ausentar da casa durante a reforma o processo fica melhor tanto para os moradores, que não passarão pelo desconforto do pó, quebra-quebra, barulho constante e falta de liberdade devido ao contato direto com pessoas estranhas; quanto para os profissionais, que podem efetuar o serviço com mais agilidade. “É melhor fazer tudo de uma vez para otimizar material, ferramenta e mão de obra”, explica Sabrine Santos.

Outro ponto importante é que toda a obra seja feita de uma vez, pois o sistema cômodo por cômodo dificulta o processo. “O pintor só pode começar seu serviço após a finalização da parte elétrica, por exemplo. Cada etapa só tem início após a finalização de outra. Caso não seja possível os moradores saírem da casa, aconselho isolar a área a ser reformada de maneira que incomode menos”, diz Marcelo Rosset.

Patrícia Duarte ainda reforça que: “Deve-se comparecer na obra pelo menos três vezes na semana, sem ser previsível, para que os profissionais saibam que a qualquer momento você pode estar lá e assim fiquem inibidos de sair mais cedo, atrasar ou faltar”.

 

No projeto criado pela arquiteta Sabrine Santos, dois flats foram unidos. O quarto simples integrado ao living de um dos apartamentos recebeu a atual ala íntima da residência com banheiro, escritório, copa e dormitório inspirado no quarto de um hotel em Madri.

 

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TENDÊNCIAS

Entre os revestimentos que estão em alta, os profissionais indicam pastilhas de vidro, pedras em diversas cores, porcelanato e papéis de parede vinílicos. Mas é preciso ter cuidado na hora de escolher a composição. “Sem a ajuda de um profissional, vários acabamentos bonitos podem se tornar um horror se colocados juntos”, afirma Patrícia Duarte, que ainda ressalta: “O ideal é sempre deixar uma base clara e sem texturas para brincar com as cores de sua preferência, seguindo a porcentagem de 30% de cor e 70% de base”. Sabrine Santos complementa: “Revestimento escuro precisa ser usado apenas nos detalhes ou em uma única parede para não pesar no ambiente, já se o piso for escuro, deve-se optar por uma cor clara na parede”.

E para evitar que seja comprado material a mais e depois desperdiçado, o correto é fazer uma medição minuciosa de cada cômodo, cuidando para que não haja erros no momento da aplicação e evitando recorte nas peças, que quando necessário devem ser aproveitadas ao máximo. Essa quantidade deve estar prevista no projeto inicial.

 

 

Na área do outro flat foi instalada a sala de TV, que recebeu móveis de marcenaria especialmente projetados para o espaço. Destaque para o piso em resina de poliuretano na cor branca.

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A área social foi montada em um dos flats com as salas de TV e jantar, além da cozinha, oculta dentro de um armário com portas de correr em vidro, parte importante da arquitetura minimalista utilizada.

 

 

 

 

Por Amanda Lissoni

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Marcelo Rosset – Tel.: 3258-5905 – www.marcelorosset.com.br
Patrícia Duarte – Tels.: 2759-3111 / 7870-9400 – www.patriciaduarte.com.br
Sabrine Santos – Tel.: 4191-1710 – www.sabrinesantos.com.br

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