Revelando a tubulação

redacao 12 de junho de 2013 0

Circuito Decor

Foto: Ucha Arantanguy

Muito utilizado durante os anos 1950 e 1960, os canos aparentes estavam inseridos no movimento chamado Brutalismo, que também se utilizava do concreto sem acabamento em construções lineares. Por fazer parte da arquitetura moderna, este conceito permanece atual, cria um aspecto despojado e ganha espaço em residências de alto padrão. A solução facilita futuras adaptações na parte elétrica e traz flexibilidade na reconfiguração de tomadas e interruptores, reduzindo custos com quebradeira e alvenaria. No entanto, exige uma atenção extra para manutenção e limpeza, sendo mais uma superfície para retirar pó e sujeira. Nesta edição trazemos dois projetos do arquiteto Alan Vaz Mascarenhas, que possuem essa proposta ousada.

Foto: Ucha Arantanguy

BEM EVIDENTES

A tubulação aparente, o cimento queimado cinza no chão e o concreto moldado in loco para estruturar o balcão da adega, os armários da cozinha e o móvel do home theater foram exigências do executivo solteiro, proprietário do apartamento de 130m² localizado na Vila Olímpia. No projeto que integrou salas e cozinha foram utilizados tons sóbrios, com paredes e cortinas brancas, sendo um tapete vermelho e alguns outros objetos responsáveis por aquecer a composição. Para completar a linguagem utilizada, o escritório de Alan Vaz desenhou uma cuba de cobre personalizada para o banheiro da residência. A tubulação em cor metalizada natural foi utilizada em todos os cômodos e, segundo Vaz, é o acabamento mais pedido por quem assume essa proposta. Além de abrigar instalações elétricas e hidráulicas, o cano recebeu uma nova função no dormitório: suportar a televisão. “Queríamos que ela girasse 360°, mas não ocupasse quase nenhum espaço”, explica o arquiteto.

Foto: Ucha Arantanguy

QUASE CAMUFLADOS

Também criado para uma pessoa solteira, mas desta vez com um filho, o projeto do apartamento de 285m² no Itaim Bibi seguiu o conceito de amplitude e minimalismo solicitado pelo cliente. Desta forma, o arquiteto optou por utilizar paredes brancas, piso em cimento queimado cinza e bases sóbrias, o que possibilitou o uso de muitas cores e estampas no mobiliário e objetos de decoração. A escolha da tubulação aparente foi uma solução para evitar o rebaixamento do teto com a aplicação de gesso para o projeto luminotécnico. E para que os canos não ficassem muito destacados, optou-se por pintá-los de branco, juntamente com as caixinhas e espelhos.

Foto: Henrique Perón

Isso permitiu que a sensação de amplitude não fosse quebrada e que o projeto não ficasse poluído, pois já existia bastante informação em outros elementos decorativos. Um dos destaques ficou por conta dos canos vermelhos no banheiro. “Os tubos da prumada do prédio passavam pelo lavabo acondicionado a uma parede de aproximadamente 50cm. Optamos por descobrir estes tubos e assumi-los como parte da decoração. Com isso também ganhamos mais espaço. Eles receberam uma capa de poluiretano e avaliação de um engenheiro para qualquer tipo de comprometimento em ficarem expostos”, explica o arquiteto.

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Alan Vaz Mascarenhas
Tel.: 11 3062-1416
www.alanvazmascarenhas.com.br

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